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inspiraterapia e voce

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Compartilhar. Esse sempre foi nosso objetivo! Eu morro de saudades dos blogs de antigamente em que a gente dividia experiências de uma maneira leve e genuína. E esse é o sentido de ter um blog em pleno 2018.

A partir de agora teremos um espaço pra vocês também.  A cada dia que passa aumenta o número de pessoas que estão buscando autoconhecimento e sabemos que sozinhas não damos conta. E se a gente começasse a usar esse Girl Power pra fortalecer ainda mais a nossa jornada?

Nossa nova colaborada vai poder ajudar com o embasamento necessário de quem entende dessas questões. <3

Você pode enviar perguntas ou pedir dicas sobre autoconhecimento, autoestima, empoderamento ou sobre qualquer assunto relacionado aos temas para a Lu Roma no contato@inspiraterapia.com.br.

Luciana Roma

Psicóloga clínica

Personal & Professional Coaching formada pela Sociedade Brasileira de Coaching

Atualmente trabalha com mulheres com enfoque em autoestima, empoderamento emocional e histórias (Storyteller).

Juntas podemos mais!
Ilustração: Cynthia Kittler

Há 5 anos eu escrevia meu primeiro post. O blog se transformou no lugar onde eu mais me reconheço e que me acolhe em todos os meus momentos.

Aqui divido minhas alegrias e crises. Me sinto em casa e sendo honesta comigo mesma em todas as minhas fases.

Vivo um momento de inquietações e com muitos problemas pra encarar, mas sinto que colocar meus sentimentos aqui me ajuda de alguma forma a seguir.

Separei 5 momentos do blog que marcaram minha vida e que espero rever daqui a há 5 anos e achar incrível todo esse processo.

1: Quando falei da minha crise de pânico abertamente

Quando decidi falar sobre o tema meu coração ficou disparado. Após anos de terapia eu finalmente estava digerindo o assunto. Poder falar dele abertamente era praticamente como um sinal de “cura”. Não é nada tranquilo encarar nossos fantasmas e traumas. Falar disso sem filtros me fez notar que eu estava me fortalecendo cada vez mais.

2: Meu corte de cabelo

Eu fiquei um ano com o cabelo preso para passar pela tal transição capilar. Foram muitos momentos de: o que eu estou fazendo? E ao mesmo tempo uma fase que me vi arrancando todos os padrões que me enfiaram goela abaixo. Fiz uma escolha que eu nem sabia que poderia fazer. Que coisa de doido, né?!

Eu finalmente estava fazendo uma escolha e não era apenas sobre um corte de cabelo! <3

3:O post: negros também casam

Antes do InspiraTerapia eu tinha uma blog de casamento (quem lembra do: Nossa História?). Ele foi muito importante na época que eu e o Edson estávamos planejando nosso casamento. Na época, meio que sem querer, a gente queria se inspirar em casais negros pra ter nossa identidade e era quase impossível encontrar inspirações por aqui. Até hoje (quase 10 anos depois) pessoas falam com a gente que nosso casamento foi inspirador nesse sentido.

Esse post, Negros também casam, foi muito especial. De certa maneira, passar por algumas situações e tirar delas o melhor que a gente pode faz tudo fazer sentido.

4: Meu primeiro vídeo no YouTube

Pra quem queria ser atriz e se tornou jornalista, ter vergonha de se expor é no mínimo algo controverso. Rs

Mas o medo do que o outro vai pensar sobre mim sempre me perseguiu. Por outro lado eu sempre encarei meus medos mais absurdos. E colocar minha cara no Youtube foi desafiar esse medo. E entre erros e acertos sigo por lá.

5: Minha primeira viagem internacional sozinha 

Até agora nem acredito que fui capaz de realizar isso! Eu sei que pra muita gente é algo banal.

Gente, a menina da Colônia/Curicica chegou mais uma vez . E se antes era difícil entender que preciso comemorar meus feitos, agora eu sei e faço com gosto. E se eu pudesse falar pra você que chegou até aqui uma coisa do fundo do meu coração seria: não diminua seus feitos, seus processos. Só você sabe dos tombos, das dores, das lágrimas e as moedinhas que juntou no perrengue pra realizar algo que pra você é importante.

Mulheres me inspiram o tempo todo. Nem sempre foi assim. Em algum momento da vida aprendemos que deveríamos ser competitivas umas com as outras. Ainda bem que o mundo anda mudando. Pra uns é exagero, mimimi, modinha. Pra outros, chegou a nossa libertação. Eu, como vocês sabem, fico com o segundo time.

Quando eu me vi em outras mulheres foi exatamente quando eu me conectei comigo mesma. E vi amor e vi beleza.  Quando a gente admira, apoia e levanta outras, estamos fazendo isso por nós mesmos também!

Era um fim de domingo, do outro lado da linha a Dri. Ela queria me contar que leu um post do blog e que ele tinha despertado algo nela. Eu fiquei num misto de emoção e medo. A responsabilidade de despertar o melhor no outro, sem ego, sem ser irresponsável é uma preocupação constante.

A Dri passa por seu processo de autoconhecimento e através desse relato pessoal disse que gostaria de se desafiar e sair de sua zona de conforto. Nosso objetivo é dar a ela seu lugar de fala, a incentivando a se amar mais e a inspirar outras mulheres a fazerem o mesmo. Espero que a gente consiga.

Anna

 

Por Adriana Grecco, Dri

Cresci em uma família que sempre cultuou o corpo. Meus pais e meu irmão, 6 anos mais velho, sempre frequentaram academias de ginástica (minha mãe foi sócia de uma por 20 anos!) enquanto eu queria distância de todas elas. 
Na infância, me puseram pra fazer de tudo um pouco. Natação, tênis, ginástica olímpica, ballet, sapateado, jazz. Me dava bem em todas as atividades porém, a partir dos 12 anos, eu travei. Entrei na puberdade e meu corpo simplesmente começou a inflar. Virei alvo de olhares tortos na família, afinal eu era a única “fora do padrão” ali. Na escola sofria um certo bullying. Tive depressão que controlo até hoje pra não ter recaídas.
Na época eu até tirava fotos de corpo inteiro mas elas seriam vistas quando e por quem eu quisesse. Hoje, aos 41, lembro que o único ensaio fotográfico mostrando o corpo inteiro foi pro meu álbum de 15 anos.
O pânico começou mesmo depois que surgiram as redes sociais. Foto, só de rosto ou bem de longe. E é assim até hoje. Há uns anos, uma conhecida curtiu uma selfie minha e comentou “sempre linda, que rosto lindo!”. Aquilo me incomodou de tal forma que eu pensei: rosto lindo… preciso conseguir postar fotos de corpo inteiro sem medo! Anos se passaram e eu continuava postando só selfies. Até tirava foto de corpo inteiro mas logo apagava todas elas.
Um dia, tirando mais uma selfie, caí em prantos quando realizei que aquela seria “apenas mais uma foto de ROSTO”. Lembrei do blog da Anna Deise, o InspiraTerapia (que nome perfeito!), que fala muito sobre aceitação e autoestima. No mesmo instante, ainda chorando, liguei pra ela como uma esperança, um pedido de ajuda. O copo havia transbordado! Quase não conseguia falar. Eu precisava de uma carga de coragem pra mudar e sentia que ela poderia me ajudar pois ela saberia entender a minha aflição.
Perguntei se toparia fazer uma matéria sobre isso no blog dela incluindo fotos minhas de corpo e ela nem pensou duas vezes. A empolgação dela me deu o gás que eu precisava! Marcamos um encontro pra conversarmos melhor e pra iniciarmos o projeto. Foi uma verdadeira terapia rsrs! Não foi a toa que logo pensei no InspiraTerapia pra me tirar do buraco chamado “baixa autoestima.
Não demorou muito para marcarmos o dia do ensaio. Quase não conseguia dormir de tanta ansiedade. Será que eu conseguiria relaxar em frente da câmera? Será que eu conseguiria sair bem nas fotos? Será que as roupas cairiam bem? Será isso, será aquilo? Só sei que no dia D eu parecia estar anestesiada de tanto que eu estava relaxada! Estar com a Anna e a equipe me fez ficar extremamente tranquila! De repente surgiu a confiança (um pouco pelo menos kkk) necessária pra ficar tão à vontade para as lentes!
Como eu disse pra Anna assim que a Renata (maquiadora) começou a me maquiar, eu “estava saindo da minha zona de conforto” e, que saber? Eu estava de fato muito confortável! Amei a experiência e repetiria mil vezes!
A partir de agora, vai ser um exercício  tirar foto sem ser selfie e tentar não deletar todas elas. Um passo de cada vez. Como a maquiadora disse: “é importante que toda mulher se veja pelas lentes de um profissional. Toda mulher deveria fazer pelo menos um ensaio fotográfico pra saber como ela é vista “de fora”, sem o auto julgamento. Eu consegui quebrar essa barreira e recomendo que todas façam o mesmo! Afinal, somos todas DIVAS!
bjs!

 

 

 

Look: NAIAH Roupas Femininas | @naiahsou | www.naiah.rio.br | Coleção Pôr do sol
Make: Renata Santana | @renatasantanamakeup
Vídeo: Baião de Tr3s Produções | @baiaotr3s | www.b3producoes.com.br
Fotos: Edson Luiz | @edsonluizfoto
Produção: Anna Deise Lopes | @annadeiselopes
Assistente de Produção: Lanna Schmitz | @lanna_schmitz

No último dia 29 completamos 4 anos do blog. Tudo começou com a minha necessidade de ter um espaço pra me distrair.  Pra falar de moda, beleza, viagem e das coisas que aconteciam na minha vida. Tudo sem pretensão alguma. Sim, como terapia mesmo.

O tempo foi passando e eu percebi que aqui era muito mais que um lugar para falar de look do dia e do batom do momento. Ele se transformou no lugar onde eu mais me reconhecia e que me acolhia em todos os meus momentos.

Foi aqui que consegui entender todas as transformações que acontecem na minha vida, por exemplo. Desde um “simples” corte de cabelo, que me mudou pra sempre, até a maneira como eu me visto.

Quando eu senti pela primeira vez essa sensação de liberdade, imediatamente entendi que eu precisava incentivar outras pessoas a sentirem o mesmo. Aqui entra a parte da Inspiração!

Como assim eu posso ter o cabelo que eu quiser? Vestir a roupa que eu tiver com vontade e isso influenciar até nas minhas decisões sobre a vida? Rs Parece óbvio, mas pode ter certeza que pra muita gente ainda não é! O InspiraTerapia é sobre liberdade, é sobre seguir seu caminho sendo quem você quiser ser.

AUTOCONHECIMENTO: liberdade de usar o que você quiser sem medo de julgamentos e ir encontrando o seu estilo.

BELEZA: se olhar de verdade pela primeira vez.

VIAGEM: descobrir coisas incríveis por todos os lugares que você passar.

VIDA REAL: ler um texto da Juliana Borel, nossa primeira colaboradora, e se emocionar profundamente.

AMOR PRÓPRIO: descobrir que pra sentir amor próprio você não precisa seguir padrão algum e no meio do processo encontrar a segunda colaboradora do blog, Lanna Schmitz, em seu momento mais delicado da vida desabrochar diante dos seus olhos.

Foi aqui também que eu morri de orgulho ao sentir ainda mais forte o companheirismo do meu Edson. Sempre topando minhas loucuras e me incentivando a voar e a fazer o que me faz feliz: ser eu mesma.

Muito OBRIGADA a cada um que entra aqui no blog, que curte as postagens do instagram e assiste os vídeos do canal do YouTube. <3

 

Você também faz parte do time que tem medo de arriscar? Eu sempre fui dessas. Era desesperador sair da minha zona de conforto, em todos os aspectos da vida. Mas ainda bem que o tempo passa, a gente vai se descobrindo mais corajosa e aos poucos vai se soltando.

Lembro como se fosse hoje de ter uma crise de choro ao cortar o cabelo (no processo pra deixar ele natural). O Edson (marido) olhou pra mim e disse: o que foi, amor? Não gostou? Minha resposta: eu amei, mas agora todo mundo vai reparar em mim, eu vou passar e vão me olhar. rs

Gente, tô rindo hoje, mas que loucura pensar e agir assim durante tanto tempo! Triste, na verdade.

A insegurança e a baixa autoestima podem ser cruéis. E representatividade no meio desse processo importa sim. Muito! Só quem passa/passou por algo do tipo sabe o quanto é inspirador se ver e se identificar com alguém no meio da multidão. Então meu agradecimento vai para a internet e para as meninas lindas que me incentivaram, mesmo sem saber, a me tornar alguém mais segura e mais feliz.

No meio desse processo descobri que eu estou em primeiro lugar. Que no mundo vai ter sempre alguém que gosta e alguém que não gosta do seu jeito, estilo, maneira de pensar. Desde que você respeite e não faça mal pra ninguém, tá tudo bem ser assim.

Eu sigo sendo muito feliz usando e fazendo coisas que jamais imaginei. Tente você também. É lindo!

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Calça Pantacourt + Turbante + Oxford. E você ai pensando que era só look do dia!

Você não entende o orgulho, pois você também não entende as piadas na escola e nas ruas, os olhares de reprovação, ou de espanto, ao te verem passar.

Você não entende a minha batalha por aceitação, a sua e a minha, pois nunca esteve no meu lugar, nunca sentiu o que sinto aqui dentro.

Você não entende que o que eu quero é respeito e nada mais, pois você nunca precisou se impor pra ser simplesmente quem é.

Você não entende, pois nunca se sentiu acuado e infeliz dentro da sua própria casa pois sua família acreditava, e alguns ainda acreditam, que o belo e o “normal” é aquilo que impuseram e te enfiaram goela abaixo e não aquilo que você quer ser.

A gente só pode entender, de fato e por inteiro, aquilo que acontece com a gente. O resto é só opinião! Você me entende?

<3

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Estou longe de me fazer de vítima. Quem conhece só um pouquinho da minha vida, sabe que eu já passei por poucas e boas, mas que sempre tirei forças sei lá de onde pra seguir em frente. Não estou me vangloriando por isso, mas acho que tenho essa sorte, de continuar em meio ao caos.

A gente nunca vai entender o motivo de passar por certas situações, mas a maneira como você vai lidar com os problemas da vida é o que eu acho que determina sua história, sua felicidade.

Temos uma mania, às vezes involuntária, de julgar tudo e todos. Eu faço parte desse grupo e não tenho orgulho disso, mas com o passar dos anos, com os acontecimentos da vida, da minha e dos outros, fui aprendendo a ser menos crítica e mais benevolente. Não estou dizendo que você não pode/deve julgar algumas atitudes, mas querendo dizer que você pode/deve sempre fazer uma crítica construtiva. O criticar por criticar está em voga, né?! E de verdade, eu e você, sabemos que isso não vai ajudar ninguém, pelo contrário. Então, por que não prestar mais atenção nisso tudo? Uma palavra pode ajudar ou acabar de ferrar com alguém. Pense nisso!

Nem por isso você vai deixar de ser quem é, de falar o que pensa, de ser de verdade. A maneira de dizer é que deve mudar. Veja bem: Eu era a típica “boazinha”, sabe. Todo mundo falava pra mim o queria, sabendo ou não da minha história e de tudo aquilo que me transformou em quem eu era/sou.

Era julgada, para o bem e para o mal, por ser assim. Eu não conseguia entender o motivo do meu jeito ser tão questionado. Até que um dia, vieram as crises de identidade, as decepções com algumas pessoas ao redor, algumas pegadinhas nada engraçadas da vida e uma bela (digo escrota) crise de pânico. Sim, estou me expondo mais que o normal por aqui. Mas o motivo eu acredito ser nobre.

Isso tudo é pra dizer: não é porque eu assumi meu cabelo crespo, que minha amiga que alisa também vai ser feliz e realizada ao assumir o dela.

Não é porque eu perdi peso e estou bem com isso que aquela sua vizinha do lado vai se sentir assim também. Cada um tem uma história e isso precisa ser respeitado. Você não precisa aceitar, gostar, compreender e bater palmas para as escolhas das pessoas, mas TEM QUE respeitar!

Eu estou tentando ter esse equilíbrio. Nem sal, nem açúcar, nem 8 nem 80, nem boa, nem má. Somos todos seres humanos com qualidades, defeitos, vícios, virtudes, cheios de belezas e de coisas feias também. O que determina quem você é não é seu cabelo, seu peso, sua roupas, suas viagens… são as suas atitudes. E eu quero passar por aqui tentando ser mais e mais feliz. Seja tomando coragem pra usar batom vermelho, com meu mini black (que cada dia acorda com um humor Rs), seja brigando com/por alguém que amo por não gostar de algo, usando roupas “ousadas” para uma baixinha/peituda, sendo má quando precisar, mas nunca, nunca mesmo, perdendo minha essência.

É um processo e eu sei que vou errar e acertar, mas quero poder me orgulhar de quem estou me tornando. Vou sentir insegurança, vou achar que não vou dar conta, chorar, me desesperar (sim ou com certeza), mas no fim sei que vou me sentir bem por seguir aquilo que acredito ser o melhor pra mim. Pra ser eu mesma, na verdade para descobrir quem sou.

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Quando eu era adolescente, dançava sempre sozinha nas festinhas da galera. A música lenta começava a tocar, os casais se formavam e eu, a menina de cabelos cacheados, vestindo seu melhor vestido e usando pouca maquiagem, sempre encontrava um canto escondido pra dançar, discretamente, de um lado pro outro. Sonhava.

Com um par que no momento em que a música suspirasse sussurraria em meu ouvido “Eu te amo”.

Você saberia descrever a primeira vez em que ouviu “Eu te amo”? Saberia contar como se sentiu?

Compartilha comigo.

Vou contar uma história pra vocês.

Eu te amo

Pra ler ouvindo: Brighter than sunshine | Aqualung

Eu lembro daquele dia. Sorri e coloquei o cabelo atrás da orelha. Você nem sabia, mas aquele gesto – colocar uma mecha inconveniente atrás da orelha, baixar o olhar e sorrir – era um sinal grandioso.

Depois que nos conhecemos, nunca mais consegui ler uma página de um livro inteira. Não sem, no meio de uma frase ou outra, me pegar divagando sobre você e o nosso último encontro.

Depois de você, as poesias se transformaram. Passei a entendê-las com um coração preenchido, não somente com uma alma sonhadora.

Quando cantei pra você aquela música que sempre me fazia pensar em nós dois, me senti como uma menina de novo, na frente da escola inteira, tendo que recitar um poema de cor.

E você sorriu.

Eu não tinha terminado de cantar. Não tinha nem chegado ao refrão.

E você sorriu.

Eu achava que sabia descrever todos os sentimentos. Naquele dia, soube que não.

Até que teve aquela noite.

A gente deitado, um de frente pro outro, tendo como luz apenas um raio de luar e como roupa apenas o lençol.

Estávamos calados há um tempo. Eu mexia displicentemente no seu cabelo, enquanto você me olhava com firmeza nos olhos.

E, então, você disse.

Três palavras.

Dois segundos.

Uma vida esperando por aquele momento.

Sabe felicidade?

Eu não sabia até ali.

Quando respondi, nós sorrimos juntos e nos abraçamos. Lembra?

Claro que sim.

Afinal, é como diz a nossa música, aquela que eu cantei pra você: “I’m yours and suddenly you’re mine. And It’s brighter than sunshine”.

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ju1.jpg Juliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Quando eu contei no instagram que em 2019, precisamente a partir de março, eu iria ficar um ano sem comprar roupas recebi alguns comentários. A maioria era me contando como era difícil. Ainda estou no começo dessa história e posso dizer que até o momento não sofri pela escolha que fiz.  

Parte dessa decisão tem ligação direta com as coisas que estão acontecendo dentro de mim. A outra é por estar me informando mais sobre o tema e tentando fazer minha parte sobre o que eu acho certo e justo. 

Tenho muitas questões. Zero respostas definitivas. Não quero incentivar ninguém e muito menos pagar de hipócrita. Vou fazer uma lista de coisas que me fizeram pensar e tomar essa decisão.

  1. Eu estou um pouco confusa com meu armário
  2. Eu odeio (e sinto culpa) ler que comprei roupas com o trabalho de mão de obra escrava 
  3. Eu quero vender/doar/trocar várias coisas e nunca sei a melhor maneira de fazer
  4. Minha relação com coisas está mudando MUITO
  5. Não quero que pensem que eu nunca mais vou comprar em fast fashion, pois eu realmente não sei. De fato pra começar eu quero diminuir 
  6. Eu ainda entro nas lojas e provo coisas mesmo sem levar pra casa. Ainda compro presentes, ou seja, não sou uma farsa se você me ver numa loja de roupas, ok?!

As marcas do meu <3 atualmente:

Minha relação com duas marcas em especial começou por conta do blog. A Izola vocês já sabem que eu amo e sou fã do trabalho da Marina. Uma mulher sensacional que trabalha e luta muito pra manter seu negócio ativo.
Calça da Izola

Mudi é outra queridinha por aqui. Eu amo ver os desenhos da Louise ganharem forma e se transformarem em peças lindas e com estilo.

Macaquinho da Mudi

Outros lugares para comprar que pretendo continuar são os brechós. Eu destaco o I Need Brechó, em São Paulo. Esse lugar é pra quem ainda tem preconceitos bobos. Lá é um brechó com cara de loja. Peças garimpadas em vários lugares do mundo e onde você até encontra peças da estação.

Mom Jeans do I Need Brechó

Quando a gente sabe um pouco mais do trabalho por trás de todo o processo faz mais sentido investir nas peças. Sua cabeça começa a pensar no que existe além da roupa em si: funcionários, luz, aluguel e milhões de outras desafios pra conta fechar. Tô animada para essa revolução.  

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