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inspiraterapia e voce

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Compartilhar. Esse sempre foi nosso objetivo! Eu morro de saudades dos blogs de antigamente em que a gente dividia experiências de uma maneira leve e genuína. E esse é o sentido de ter um blog em pleno 2018.

A partir de agora teremos um espaço pra vocês também.  A cada dia que passa aumenta o número de pessoas que estão buscando autoconhecimento e sabemos que sozinhas não damos conta. E se a gente começasse a usar esse Girl Power pra fortalecer ainda mais a nossa jornada?

Nossa nova colaborada vai poder ajudar com o embasamento necessário de quem entende dessas questões. <3

Você pode enviar perguntas ou pedir dicas sobre autoconhecimento, autoestima, empoderamento ou sobre qualquer assunto relacionado aos temas para a Lu Roma no contato@inspiraterapia.com.br.

Luciana Roma

Psicóloga clínica

Personal & Professional Coaching formada pela Sociedade Brasileira de Coaching

Atualmente trabalha com mulheres com enfoque em autoestima, empoderamento emocional e histórias (Storyteller).

Juntas podemos mais!
Ilustração: Cynthia Kittler

Mulheres me inspiram o tempo todo. Nem sempre foi assim. Em algum momento da vida aprendemos que deveríamos ser competitivas umas com as outras. Ainda bem que o mundo anda mudando. Pra uns é exagero, mimimi, modinha. Pra outros, chegou a nossa libertação. Eu, como vocês sabem, fico com o segundo time.

Quando eu me vi em outras mulheres foi exatamente quando eu me conectei comigo mesma. E vi amor e vi beleza.  Quando a gente admira, apoia e levanta outras, estamos fazendo isso por nós mesmos também!

Era um fim de domingo, do outro lado da linha a Dri. Ela queria me contar que leu um post do blog e que ele tinha despertado algo nela. Eu fiquei num misto de emoção e medo. A responsabilidade de despertar o melhor no outro, sem ego, sem ser irresponsável é uma preocupação constante.

A Dri passa por seu processo de autoconhecimento e através desse relato pessoal disse que gostaria de se desafiar e sair de sua zona de conforto. Nosso objetivo é dar a ela seu lugar de fala, a incentivando a se amar mais e a inspirar outras mulheres a fazerem o mesmo. Espero que a gente consiga.

Anna

 

Por Adriana Grecco, Dri

Cresci em uma família que sempre cultuou o corpo. Meus pais e meu irmão, 6 anos mais velho, sempre frequentaram academias de ginástica (minha mãe foi sócia de uma por 20 anos!) enquanto eu queria distância de todas elas. 
Na infância, me puseram pra fazer de tudo um pouco. Natação, tênis, ginástica olímpica, ballet, sapateado, jazz. Me dava bem em todas as atividades porém, a partir dos 12 anos, eu travei. Entrei na puberdade e meu corpo simplesmente começou a inflar. Virei alvo de olhares tortos na família, afinal eu era a única “fora do padrão” ali. Na escola sofria um certo bullying. Tive depressão que controlo até hoje pra não ter recaídas.
Na época eu até tirava fotos de corpo inteiro mas elas seriam vistas quando e por quem eu quisesse. Hoje, aos 41, lembro que o único ensaio fotográfico mostrando o corpo inteiro foi pro meu álbum de 15 anos.
O pânico começou mesmo depois que surgiram as redes sociais. Foto, só de rosto ou bem de longe. E é assim até hoje. Há uns anos, uma conhecida curtiu uma selfie minha e comentou “sempre linda, que rosto lindo!”. Aquilo me incomodou de tal forma que eu pensei: rosto lindo… preciso conseguir postar fotos de corpo inteiro sem medo! Anos se passaram e eu continuava postando só selfies. Até tirava foto de corpo inteiro mas logo apagava todas elas.
Um dia, tirando mais uma selfie, caí em prantos quando realizei que aquela seria “apenas mais uma foto de ROSTO”. Lembrei do blog da Anna Deise, o InspiraTerapia (que nome perfeito!), que fala muito sobre aceitação e autoestima. No mesmo instante, ainda chorando, liguei pra ela como uma esperança, um pedido de ajuda. O copo havia transbordado! Quase não conseguia falar. Eu precisava de uma carga de coragem pra mudar e sentia que ela poderia me ajudar pois ela saberia entender a minha aflição.
Perguntei se toparia fazer uma matéria sobre isso no blog dela incluindo fotos minhas de corpo e ela nem pensou duas vezes. A empolgação dela me deu o gás que eu precisava! Marcamos um encontro pra conversarmos melhor e pra iniciarmos o projeto. Foi uma verdadeira terapia rsrs! Não foi a toa que logo pensei no InspiraTerapia pra me tirar do buraco chamado “baixa autoestima.
Não demorou muito para marcarmos o dia do ensaio. Quase não conseguia dormir de tanta ansiedade. Será que eu conseguiria relaxar em frente da câmera? Será que eu conseguiria sair bem nas fotos? Será que as roupas cairiam bem? Será isso, será aquilo? Só sei que no dia D eu parecia estar anestesiada de tanto que eu estava relaxada! Estar com a Anna e a equipe me fez ficar extremamente tranquila! De repente surgiu a confiança (um pouco pelo menos kkk) necessária pra ficar tão à vontade para as lentes!
Como eu disse pra Anna assim que a Renata (maquiadora) começou a me maquiar, eu “estava saindo da minha zona de conforto” e, que saber? Eu estava de fato muito confortável! Amei a experiência e repetiria mil vezes!
A partir de agora, vai ser um exercício  tirar foto sem ser selfie e tentar não deletar todas elas. Um passo de cada vez. Como a maquiadora disse: “é importante que toda mulher se veja pelas lentes de um profissional. Toda mulher deveria fazer pelo menos um ensaio fotográfico pra saber como ela é vista “de fora”, sem o auto julgamento. Eu consegui quebrar essa barreira e recomendo que todas façam o mesmo! Afinal, somos todas DIVAS!
bjs!

 

 

 

Look: NAIAH Roupas Femininas | @naiahsou | www.naiah.rio.br | Coleção Pôr do sol
Make: Renata Santana | @renatasantanamakeup
Vídeo: Baião de Tr3s Produções | @baiaotr3s | www.b3producoes.com.br
Fotos: Edson Luiz | @edsonluizfoto
Produção: Anna Deise Lopes | @annadeiselopes
Assistente de Produção: Lanna Schmitz | @lanna_schmitz

No último dia 29 completamos 4 anos do blog. Tudo começou com a minha necessidade de ter um espaço pra me distrair.  Pra falar de moda, beleza, viagem e das coisas que aconteciam na minha vida. Tudo sem pretensão alguma. Sim, como terapia mesmo.

O tempo foi passando e eu percebi que aqui era muito mais que um lugar para falar de look do dia e do batom do momento. Ele se transformou no lugar onde eu mais me reconhecia e que me acolhia em todos os meus momentos.

Foi aqui que consegui entender todas as transformações que acontecem na minha vida, por exemplo. Desde um “simples” corte de cabelo, que me mudou pra sempre, até a maneira como eu me visto.

Quando eu senti pela primeira vez essa sensação de liberdade, imediatamente entendi que eu precisava incentivar outras pessoas a sentirem o mesmo. Aqui entra a parte da Inspiração!

Como assim eu posso ter o cabelo que eu quiser? Vestir a roupa que eu tiver com vontade e isso influenciar até nas minhas decisões sobre a vida? Rs Parece óbvio, mas pode ter certeza que pra muita gente ainda não é! O InspiraTerapia é sobre liberdade, é sobre seguir seu caminho sendo quem você quiser ser.

AUTOCONHECIMENTO: liberdade de usar o que você quiser sem medo de julgamentos e ir encontrando o seu estilo.

BELEZA: se olhar de verdade pela primeira vez.

VIAGEM: descobrir coisas incríveis por todos os lugares que você passar.

VIDA REAL: ler um texto da Juliana Borel, nossa primeira colaboradora, e se emocionar profundamente.

AMOR PRÓPRIO: descobrir que pra sentir amor próprio você não precisa seguir padrão algum e no meio do processo encontrar a segunda colaboradora do blog, Lanna Schmitz, em seu momento mais delicado da vida desabrochar diante dos seus olhos.

Foi aqui também que eu morri de orgulho ao sentir ainda mais forte o companheirismo do meu Edson. Sempre topando minhas loucuras e me incentivando a voar e a fazer o que me faz feliz: ser eu mesma.

Muito OBRIGADA a cada um que entra aqui no blog, que curte as postagens do instagram e assiste os vídeos do canal do YouTube. <3

 

Você também faz parte do time que tem medo de arriscar? Eu sempre fui dessas. Era desesperador sair da minha zona de conforto, em todos os aspectos da vida. Mas ainda bem que o tempo passa, a gente vai se descobrindo mais corajosa e aos poucos vai se soltando.

Lembro como se fosse hoje de ter uma crise de choro ao cortar o cabelo (no processo pra deixar ele natural). O Edson (marido) olhou pra mim e disse: o que foi, amor? Não gostou? Minha resposta: eu amei, mas agora todo mundo vai reparar em mim, eu vou passar e vão me olhar. rs

Gente, tô rindo hoje, mas que loucura pensar e agir assim durante tanto tempo! Triste, na verdade.

A insegurança e a baixa autoestima podem ser cruéis. E representatividade no meio desse processo importa sim. Muito! Só quem passa/passou por algo do tipo sabe o quanto é inspirador se ver e se identificar com alguém no meio da multidão. Então meu agradecimento vai para a internet e para as meninas lindas que me incentivaram, mesmo sem saber, a me tornar alguém mais segura e mais feliz.

No meio desse processo descobri que eu estou em primeiro lugar. Que no mundo vai ter sempre alguém que gosta e alguém que não gosta do seu jeito, estilo, maneira de pensar. Desde que você respeite e não faça mal pra ninguém, tá tudo bem ser assim.

Eu sigo sendo muito feliz usando e fazendo coisas que jamais imaginei. Tente você também. É lindo!

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Calça Pantacourt + Turbante + Oxford. E você ai pensando que era só look do dia!

Você não entende o orgulho, pois você também não entende as piadas na escola e nas ruas, os olhares de reprovação, ou de espanto, ao te verem passar.

Você não entende a minha batalha por aceitação, a sua e a minha, pois nunca esteve no meu lugar, nunca sentiu o que sinto aqui dentro.

Você não entende que o que eu quero é respeito e nada mais, pois você nunca precisou se impor pra ser simplesmente quem é.

Você não entende, pois nunca se sentiu acuado e infeliz dentro da sua própria casa pois sua família acreditava, e alguns ainda acreditam, que o belo e o “normal” é aquilo que impuseram e te enfiaram goela abaixo e não aquilo que você quer ser.

A gente só pode entender, de fato e por inteiro, aquilo que acontece com a gente. O resto é só opinião! Você me entende?

<3

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Estou longe de me fazer de vítima. Quem conhece só um pouquinho da minha vida, sabe que eu já passei por poucas e boas, mas que sempre tirei forças sei lá de onde pra seguir em frente. Não estou me vangloriando por isso, mas acho que tenho essa sorte, de continuar em meio ao caos.

A gente nunca vai entender o motivo de passar por certas situações, mas a maneira como você vai lidar com os problemas da vida é o que eu acho que determina sua história, sua felicidade.

Temos uma mania, às vezes involuntária, de julgar tudo e todos. Eu faço parte desse grupo e não tenho orgulho disso, mas com o passar dos anos, com os acontecimentos da vida, da minha e dos outros, fui aprendendo a ser menos crítica e mais benevolente. Não estou dizendo que você não pode/deve julgar algumas atitudes, mas querendo dizer que você pode/deve sempre fazer uma crítica construtiva. O criticar por criticar está em voga, né?! E de verdade, eu e você, sabemos que isso não vai ajudar ninguém, pelo contrário. Então, por que não prestar mais atenção nisso tudo? Uma palavra pode ajudar ou acabar de ferrar com alguém. Pense nisso!

Nem por isso você vai deixar de ser quem é, de falar o que pensa, de ser de verdade. A maneira de dizer é que deve mudar. Veja bem: Eu era a típica “boazinha”, sabe. Todo mundo falava pra mim o queria, sabendo ou não da minha história e de tudo aquilo que me transformou em quem eu era/sou.

Era julgada, para o bem e para o mal, por ser assim. Eu não conseguia entender o motivo do meu jeito ser tão questionado. Até que um dia, vieram as crises de identidade, as decepções com algumas pessoas ao redor, algumas pegadinhas nada engraçadas da vida e uma bela (digo escrota) crise de pânico. Sim, estou me expondo mais que o normal por aqui. Mas o motivo eu acredito ser nobre.

Isso tudo é pra dizer: não é porque eu assumi meu cabelo crespo, que minha amiga que alisa também vai ser feliz e realizada ao assumir o dela.

Não é porque eu perdi peso e estou bem com isso que aquela sua vizinha do lado vai se sentir assim também. Cada um tem uma história e isso precisa ser respeitado. Você não precisa aceitar, gostar, compreender e bater palmas para as escolhas das pessoas, mas TEM QUE respeitar!

Eu estou tentando ter esse equilíbrio. Nem sal, nem açúcar, nem 8 nem 80, nem boa, nem má. Somos todos seres humanos com qualidades, defeitos, vícios, virtudes, cheios de belezas e de coisas feias também. O que determina quem você é não é seu cabelo, seu peso, sua roupas, suas viagens… são as suas atitudes. E eu quero passar por aqui tentando ser mais e mais feliz. Seja tomando coragem pra usar batom vermelho, com meu mini black (que cada dia acorda com um humor Rs), seja brigando com/por alguém que amo por não gostar de algo, usando roupas “ousadas” para uma baixinha/peituda, sendo má quando precisar, mas nunca, nunca mesmo, perdendo minha essência.

É um processo e eu sei que vou errar e acertar, mas quero poder me orgulhar de quem estou me tornando. Vou sentir insegurança, vou achar que não vou dar conta, chorar, me desesperar (sim ou com certeza), mas no fim sei que vou me sentir bem por seguir aquilo que acredito ser o melhor pra mim. Pra ser eu mesma, na verdade para descobrir quem sou.

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Quando eu era adolescente, dançava sempre sozinha nas festinhas da galera. A música lenta começava a tocar, os casais se formavam e eu, a menina de cabelos cacheados, vestindo seu melhor vestido e usando pouca maquiagem, sempre encontrava um canto escondido pra dançar, discretamente, de um lado pro outro. Sonhava.

Com um par que no momento em que a música suspirasse sussurraria em meu ouvido “Eu te amo”.

Você saberia descrever a primeira vez em que ouviu “Eu te amo”? Saberia contar como se sentiu?

Compartilha comigo.

Vou contar uma história pra vocês.

Eu te amo

Pra ler ouvindo: Brighter than sunshine | Aqualung

Eu lembro daquele dia. Sorri e coloquei o cabelo atrás da orelha. Você nem sabia, mas aquele gesto – colocar uma mecha inconveniente atrás da orelha, baixar o olhar e sorrir – era um sinal grandioso.

Depois que nos conhecemos, nunca mais consegui ler uma página de um livro inteira. Não sem, no meio de uma frase ou outra, me pegar divagando sobre você e o nosso último encontro.

Depois de você, as poesias se transformaram. Passei a entendê-las com um coração preenchido, não somente com uma alma sonhadora.

Quando cantei pra você aquela música que sempre me fazia pensar em nós dois, me senti como uma menina de novo, na frente da escola inteira, tendo que recitar um poema de cor.

E você sorriu.

Eu não tinha terminado de cantar. Não tinha nem chegado ao refrão.

E você sorriu.

Eu achava que sabia descrever todos os sentimentos. Naquele dia, soube que não.

Até que teve aquela noite.

A gente deitado, um de frente pro outro, tendo como luz apenas um raio de luar e como roupa apenas o lençol.

Estávamos calados há um tempo. Eu mexia displicentemente no seu cabelo, enquanto você me olhava com firmeza nos olhos.

E, então, você disse.

Três palavras.

Dois segundos.

Uma vida esperando por aquele momento.

Sabe felicidade?

Eu não sabia até ali.

Quando respondi, nós sorrimos juntos e nos abraçamos. Lembra?

Claro que sim.

Afinal, é como diz a nossa música, aquela que eu cantei pra você: “I’m yours and suddenly you’re mine. And It’s brighter than sunshine”.

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ju1.jpg Juliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

A segunda parte da minha viagem foi pra finalmente conhecer meu sobrinho. Minha irmã, Renata, mora em Empoli, na Toscana, um dos lugares mais lindos que já vi na vida.

Assim que cheguei ao aeroporto reencontrei ela, meu cunhado e fiquei louca pelo Alex (Alexsandro). Gente, que criança linda! E não estou apenas sendo tia babona. <3

Como já havia ido pra Itália em 2013, sabia que queria revisitar alguns lugares. Meu roteiro foi menor de propósito, pois a ideia era curtir a família.

Toscana

Dia 1: Chegamos na casa da minha irmã, larguei as malas e já fomos para Firenze. Eu amo esse lugar e o primeiro local escolhido foi a Ponte Vecchio, a mais antiga da cidade. Andamos por ela admirando o Rio Arno, as joalherias, pessoas sentadas, comendo, conversando e, claro, tirando fotos.

Finalmente voltei para rever a Ponte Vecchio

Seguimos nosso passeio pelas ruas próximas que são cheias de lojas, restaurantes e cafés. Chegamos na frente da Duomo di Firenze (Catedral de Santa Maria del Fiore) e eu sempre fico impactada com a beleza dessa igreja. Alguns suspiros depois fomos até a Piazza della Signoria, uma galeria de arte ao ar livre com muitas estátuas como a cópia de David, de Michelangelo.

Depois de entrar em todas as lojas que vimos pela frente, paramos na Piazza dela Repubblica. Lá fica o Carrossel mais famoso da cidade. Em seguida paramos no Eataly, que é simplesmente o maior centro enogastronômico do mundo. Imagina a minha cara olhando para pastas, azeites, queijos, vinhos, pães e mais um monte de coisa maravilhosa. Além de vender produtos artesanais vindos de toda a Itália, lá temos por exemplo, uma cafeteria e um restaurante.

Dica: pra mim é um dos melhores lugares pra comprar coisas pra trazer pra casa. Garantia de qualidade e muita coisa com preços incríveis!

O famoso Carrossel
Firenze

Dias 2 e 3: Fiquei em Empoli mesmo. Andei pelas ruas, entrei nas lojinhas e tomei finalmente um Gelato. O Armando, cunhado da minha irmã, estuda turismo e me levou ao Museu de Vidro, que conta sobre a produção de vidros, uma das principais características do lugar . Depois fomos ao Museo della Collegiata di Sant’Andrea que abriga uma coleção de obras de artistas como Filippo Lippi, Masolino da Panicale,Antonio Rossellino, entre outros.

Empoli
Eu, Renata, Armando e Alex (Não é lindo demais?)

Milano

Dia 4: Na terça, eu, minha irmã, Alex e Armando fomos para Milão. Foi minha primeira vez por lá e a gente tinha menos de 24 horas para aproveitar o que desse. Consegui rever a Gabh (minha sobrinha com uma história longa e por não ser minha e envolver a vida de outras pessoas, não me sinto à vontade em dar detalhes <3).

Assim que chegamos, deixamos as malas no hotel e paramos para almoçar no Mercato Con Cocina. As opções eram peixes e massas feitos na hora, além de um bufê vegetariano e uma estação de doces.  Eu super indico esse lugar. Estava tudo maravilhoso e achei os preços ok.

Mercato Con Cocina

Em seguida fomos andando até  Duomo de Milano, uma catedral católica romana em estilo gótico. Linda, imensa e absurdamente imponente. Compramos ingressos que dá direito a subir ao topo ,da parte externa, e a uma visita na parte interna (que deixamos para a parte da manhã do dia seguinte antes de voltarmos para Empoli). Que vista, que experiência!

Depois fomos ao La Rinascente, conhecido por abrigar marcas famosas como: Kenzo, Gucci, Dolce & Gabbana, e outras. A gente foi subindo pelo andares olhando tudo até chegar ao topo no Restaurante Maio. Foi uma das melhores experiências dessa visita. Ficamos na varanda aberta e a vista do restaurante é para Duomo, o clima super agradável e a comida gostosa e com preço justo. A decoração e as diversas opções de vinhos valem atenção especial. Coloque esse lugar na sua lista! Mesmo!

Em seguida visitamos a Galleria Vittorio Emanuele II. Restaurantes, cafés e lojas de moda como Prada podem ser vistas por lá. A grande curiosidade pra mim foi passar por uma imagem de touro no chão. Me falaram pra colocar o calcanhar do pé direito nos testículos do animal e dar voltas inteiras pois daria sorte! Claro que fiz.  Depois uma amiga me contou que fazendo esse movimento na verdade estamos pedindo fertilidade. Superstição ou não, vale o que você achar melhor. 🙂

Fonte nas ruas de Milão
Duomo de Milano
Restaurante Maio

Pra terminar o dia andamos mais um pouco e chegamos ao Castelo Sforzesco, construído na época em que reinava a família Visconti. Parece que com o tempo ele passou por várias transformações, mas garanto que continua lindo. Não chegamos a entrar no Castelo, ficamos pelo jardim, e ao chegar ao final uma surpresa: encontramos um Parque de diversões e foi incrível terminar o nosso dia por ali.

Dia 5: Acordamos cedo, tomamos café no hotel e voltamos pra Duomo. Visitamos a parte interna da igreja nesse dia e ficamos passeando pelo entorno. Por coincidência estava rolando a Milan Fashion Week (Semana de moda de Milano) e vimos muitas pessoas indo para um dos mais badalados eventos de moda. Logo em seguida paramos para almoçar e eu escolhi provar o tradicional risoto alla milanese. Depois já era hora de voltar para Empoli.

Risoto alla milanese

Dia 6: De volta a Empoli, foi dia de ir até Prato. Rodamos um centro de compras chamado Giglie, com lojas como Zara, Primark, OVS, e outras. Em seguida fomos almoçar na casa do amigo da Renata regado a queijos, salames e batatas da Calábria.

Dia 7: Oficialmente foi meu último dia, pois no dia seguinte teria que estar muito cedo no aeroporto. Resolvi então andar sozinha por Firenze. Caminhei sem rumo por todos os lugares que me deu vontade. Já disse e repito que foi libertador ganhar essa confiança de andar sozinha em outro país. Passei por uma rua onde só haviam as marcas mais badaladas do mundo como Prada e Valentino. Passei na porta da Boutique Nadini, um brechó super chique. Queria entrar pra conhecer, mas estava fechado. Almocei e voltei pra casa da minha irmã já bem tarde.

Se eu pudesse resumir essa viagem em uma palavra seria: superação. Foi muito foda poder me sentir livre, capaz, viva. Sei muito bem do privilégio que foi poder realizar isso e só agradeço. Mesmo na volta tendo passado um perrengue por terem perdido TODAS as minhas malas. Fiquei em choque, depois me “conformei” e no final elas apareceram kkkk. Se não for pra ter emoção, não seria a minha vida. 

Look mais minha cara impossível na Primark
Pasta maravilhosa que minha irmã fez <3
Itália, eu te amo Foto: Armando Siesto

Dicas Extras: 

Diferente da Holanda, o Wifi pelas ruas da Itália não era bom. Descobri apenas um ponto na Ponte Vecchio em que ele pegava muito bem. Nem nos restaurantes funcionavam direito.

O controle dos bilhetes dos transportes continua muito exigente.  Agora além de ficar com o seu bilhete em mãos para a qualquer momento mostrar que você comprou sua passagem, você precisa validar eles numa máquina antes de entrar no trem. Vale ficar atento! 

Além de indicar o Eataly como um lugar bem legal de trazer coisas locais pra casa, indico também uma rede de supermercados chamada Coop.

Agora aperta o play pra viajar comigo pela Toscana e por Milão.

Fiquei pensando em como escrever sobre a minha primeira viagem internacional sozinha. Achei inicialmente que bastava ir relatando tudo como normalmente leio por aí. Mas percebi que a minha experiência não foi igual a das pessoas que eu leio e acompanho, pois são uma realidade totalmente diferente da minha. E entendo que, provavelmente, a minha terá sido diferente de muitas outras. Mas eu não queria criar uma falsa realidade de que basta querer pra gente conseguir realizar.

Pra começar, demorei mais de 5 anos pra viajar para a Europa novamente e foi uma luta tentar organizar tudo da melhor maneira que eu poderia. Ainda assim eu sei muito bem que tenho privilégios. Mas vamos quebrar alguns mitos:

1) Eu não estava com “dinheiro sobrando”. Essa nunca foi uma realidade por aqui.
2) Apesar de não ter gastado com hospedagem: viajar é muito caro!
3) Sim, tive alguns imprevistos.

Alguns motivos fizeram essa viagem sair de qualquer jeito. O primeiro deles, e o mais importante, era conhecer meu sobrinho de quase dois anos e rever parte da minha família que mora em Empoli, na Itália. Além do fato das coisas terem caminhado para uma viagem solo para dois países, sem precisar pagar hospedagem, que me pareceu ser uma das grandes oportunidades da minha vida. Então, mesmo em meio ao caos e a insegurança resolvi que iria. Emocionalmente e culturalmente foi o maior presente que eu já me dei na vida.

Inicialmente éramos 3 pessoas viajando para a Itália. Eu, o Edson (marido) e minha mãe. Os dois não puderam manter seus planos e eu diante de tudo que citei acima resolvi continuar. No meio da organização, uma amiga querida que se mudou para a Holanda , a Nanda, vivia me perguntando quando eu iria visita-lá. Foi quando tive a ideia de aceitar o convite e juntar os dois países. Eu tinha um valor fixo para uma viagem segura, ideal e tranquila e um valor que era a minha realidade. Então, todas as minhas escolhas foram baseadas nesse valor real que foi o que consegui juntar.

Depois de resolver quase tudo relacionado a passagem e a grana eu comecei a sonhar com a viagem e a fazer um roteiro das coisas que gostaria de ver, fazer, provar, comprar. Foram 15 dias no total e divido com vocês a minha experiência abaixo. <3

Amsterdam

Dia 1: Amsterdam era um sonho antigo. Já fiquei 12 horas por lá ,em uma viagem anterior, e sempre disse que queria voltar com mais tempo. E no meu primeiro dia na cidade, a Nanda e o marido me levaram para uma rua bem pertinho da casa deles. Ao sair já fui impactada pelos famosos canais.

Cada canal mais lindo que o outro. Fotos: Nanda Nunes

Vi lojinhas fofas e baratas como a Action que eu amei (vende de tudo, mas que confesso com a consciência um pouco pesada por ainda estar no meu processo de comprar menos e me preocupando como/onde são produzidas as coisas que compro. Papo para alguns outros posts).

À noite fomos a um restaurante chamado The Meets (lindo lindo lindo) e em seguida em um bar onde a galera bebe muita cerveja. rs

Dia 2: No domingo a gente foi bater perna. Rolou a minha primeira vez na Primark, que fica bem pertinho da Centraal Station. Eu nem preciso dizer que pirei. Maquiagem, roupas, sapatos, decoração, acessórios, tudo por aquele preço que você nem sabe pra onde olhar (meu conflito seguiu gritando).

Finalmente comi a tão falada batata frita do Mannekenpis. Escolhi comer a tradicional com maionese e posso afirmar que foi uma das coisas mais gostosas que provei (ressalto que amo batata frita). Não existe unanimidade sobre qual é a melhor batata frita de Amsterdam, então minha dica é se jogar naquela que você for com a “cara”.

A Praça Dam fica pertinho. Ali temos o Palácio Real, o De Bijenkorf, uma  lojas de departamento,  o Shopping Magna Plaza e também o Museu de Cera Madame Tussauds . Voltei várias vezes nessa praça e até registrei um pedido de casamento. <3

Terminamos o dia em uma loja de decoração, a Kwantun. Eu fiquei bem chocada com os valores dos móveis por lá. Achei os preços maravilhosos sempre quando comparados com os praticados aqui no Brasil.

Na Praça Dam

Dia 3: Na segunda fomos a um mercado de pulgas (acontece toda segunda) que fica no bairro chamado Jordaan. Passeamos e em seguida paramos pra tomar um café no Pelican Rouge Amsterdam pra espantar o frio. 


Pelican Rouge Amsterdam

Logo depois eu conheci a Mayara, e a gente almoçou no D&A Hummus Bistro. Eu amei tanto que ele ficou na minha lista de coisas mais gostosas que comi durante a viagem.  Destaque para a cozinha aberta e para a decoração do lugar que é bem linda.  Eu notei que tirando alguns clássicos como: batata frita, torta de maçã, frikandel, e stroopwafle, a gastronomia de outros países bomba por lá.

D&A Hummus Bistro

Esse dia foi especial, pois logo depois fui provar a melhor torta de maçã de Amsterdam, no Winkel 43. Gente, é divina! Mesmo e sem exagero! Uma curiosidade: esbarrei com a Lilian Pacce por lá. Mas eu morro de vergonha e só fiquei olhando mesmo. rs

Torta de maçã mais maravilhosa

Depois a gente andou sem pressa olhando os canais, conversando e tirando muitas fotos. Passamos na frente da porta do Museu da Anne Frank, local onde ela, a família e outras pessoas se escondiam 🙁 . Muita gente confunde, mas a Nanda me explicou que a casa onde ela morava fica em outro lugar. Eu já havia decidido que não queria visitar por conta dessa história triste e trágica.

No meio do caminho está um lugar escondido, quase secreto, o Begijnhof. Como tudo na Holanda, o nome é uma sopa de letrinhas. Esse local tem um jardim lindo e muita coisa curiosa por trás. Muita gente passa reto, pois não imagina que atrás de um portão possa existir algo interessante e ainda por cima gratuito. Destaco algumas curiosidades:

  • Foi fundado na idade média e fica quase um metro abaixo do nível do restante de toda Amsterdam
  • Era o local de mulheres que se dedicavam a caridade
  • Mantenha silêncio quando estiver por lá para não incomodar suas moradoras
  • Tem uma igreja linda e super antiga no local

Passeamos também pelas 9 Straatjes e eu pude visitar lojas como a Free People, por exemplo. O local é conhecido por lojas famosas e locais, além de lanchonetes e cafés. Só a arquitetura do lugar já vale muito o passeio!

Na 9 Straatjes

Esse dia a gente conseguiu fazer muita coisa e curiosa que sou, claro que queira passar pela Red Light District, ou Bairro da luz Vermelha. Todo mundo que já leu algo sobre o país com certeza ouviu falar no local por conta das prostitutas que ficam nas vitrines.

Lá a profissão mais antiga do mundo é legalizada e por elas ficarem naturalmente em um vidro para quem quiser usas seus serviços, gera curiosidade de todos e, claro, inclusive a minha.

Fomos no começo da noite, portanto, haviam poucas moças por lá. Achei as que vi lindas e a experiência de ficar olhando pra elas bem inusitada. Ah, vale ficar atento no local, pois os casos de furto são altos. Acho que todo mundo já sabe, mas não custa lembrar: não pode filmar ou tirar fotos das meninas em seu local de trabalho!

Com a Nanda <3

Dia 4: Meu quarto dia foi de desafio pessoal. Eu sou a pessoa que se perde no centro da cidade do lugar onde mora 37 anos. Então, quando a Nanda me disse que ia me ensinar a chegar na Museumplein ou na Praça dos Museus como também é conhecida, eu fiquei com um pouco de medo. O lugar é um dos principais pontos turísticos da cidade. Ficam lá os principais museus. O local também era famoso por abrigar o letreiro I Amsterdam, que não fica mais lá e que eu acho que foi removido da cidade, pois infelizmente não achei nada de onde ele poderia estar atualmente. 

Desafio feito. Desafio aceito! Da casa da Nanda dava pra ir andando. E logo no caminho eu com meu inglês impecável (contém ironia) resolvi puxar papo com uma menina na rua. E foi uma da melhores coisas que fiz. Descobri que estava no caminho certo, entendi quase tudo do nosso papo e ainda soube um pouco mais sobre ela que veio da Bélgica, mora na cidade alguns anos e trabalha no Booking.com.

Museumplein

Finalmente cheguei na praça e fiquei sem ar. Era como se eu tivesse entrado num livro de história. Minha dica de ouro é vá mesmo se você não for visitar de fato algum museu. Nem que seja pra dar um volta no gramado e passar na porta de cada um. 

Eu escolhi comprar o ingresso apenas para o Van Gogh e fiquei fascinada. Ver as obras e saber um pouco mais de um dos maiores artistas da humanidade foi bem foda. Foi uma visita que mexeu muito comigo.

Dica importante: compre esse ou outros ingressos para os museus com antecedência para não correr o risco deles esgotarem. Eu comprei pelo site dois dias antes e deu certo, mas se puder antecipar, melhor. Use um sapato confortável, pois andar vai ser seu maior desafio.

Bem pertinho dali encontramos o Vondelpark. Um parque bem conhecido e lindo. Eu fiquei apaixonada e andei até minhas pernas aguentarem e até a fome bater. Amei ver os lagos, as estátuas, as pessoas sentadas no gramado ou andando de bicicleta, os bancos com nomes de famílias e casais… Acho que foi um dos lugares mais especiais no sentido de sentir a atmosfera do país. Quero voltar com certeza e entrou pra lista de programas favoritos na cidade. 

Dica: eu fui depois de visitar a Praça dos Museus e acho essa a melhor opção, mas eu levaria na bolsa uma bebida e um lanche para sentar no gramado do parque e não precisar ir embora quando a fome apertou como eu fiz.

Vista do Museu

A hora de voltar para “casa”  foi o momento mais tenso de toda a viagem, pois eu me perdi kkkk.  Isso mesmo, fiz o caminho errado e não achava a casa da Nanda durante horas. Em um momento me deu desespero e vontade de chorar. Mas eu coloquei na cabeça que ia sair daquela situação sem precisar ligar pra ela me resgatar e muito menos sair gritando. Demorou bastante, mas depois de inúmeros pedidos de ajuda para as pessoas na rua eu finalmente consegui. Se isso não foi uma experiência completa, eu nem sei o que seria então. Me senti muito orgulhosa e com coragem pra encarar tanta coisa.

Descansar pra andar mais

Dia 5: Depois que você se perde e se acha, parece que o medo desaparece. E meu quinto dia na cidade começou novamente andando sozinha. Saindo de casa fui para a Centraal Station caminhando e olhando tudo que eu podia. A Centraal acabou sendo meu principal ponto de referência em Amsterdam. No caminho até passei na frente do restaurante Moeders , que eu já havia ouvido falar por ser famoso pelas fotos que os clientes deixam por lá com suas mães e pela gastronomia local.  

Meu objetivo era ir ver o mural gigante da Anne Frank feito pelo brasileiro Kobra. Chegando na Centraal foi bem fácil encontrar o ponto exato de onde sai a balsa (gratuita) que atravessa o rio. Basta prestar atenção e pegar a que fica na esquerda, com destino a NDSM-Werf.  Esperei um pouco pra pegar, mas para atravessar foi super rápido. 

Pelo que entendi NDSM-Werf  foi um estaleiro e agora virou meio que um local hispter da Holanda com várias empresas, alguns containers e é também onde acontece a famosa feira IJ Halle que eu falo mais adiante pois voltei lá só por causa dela. Nesse dia eu vi o mural do Kobra, dei uma volta, mas não tinha nada pra fazer além de caminhar e admirar outros grafites.

Porta do restaurante Moeders
Mural feito pelo brasileiro Kobra

Em seguida a Nanda me encontrou e me levou para comer o que ela considera o melhor Stroowafels da cidade, na Albert Cuyp Market. A tradicional feira, que acontece desde de 1904, tem diversos achados. Eu diria que me senti uma local durante a visita. Queijos, flores, roupas, souvenirs… E foi na barraquinha do Goudse Stroopwafels que eu pude comer mais uma maravilha dessa viagem. Realmente esse Stroowafels com caramelo é divino. Dica: compra uma garrafinha de água pois assim que terminar de comer vai desejar beber.

Stroowafels <3

Dia 6:  O sexto dia foi mágico e um dos melhores. Fui sozinha conhecer Zaanse Schans. Pra chegar, novamente tinha que ir para a Centraal Station e procurar o terminal de ônibus que te deixa na porta do lugar. Eu parecia nem acreditar no que via. Finalmente conheci os moinhos da Holanda. São lindos, parece que a gente tá num cenário de filme.

Pra completar e ficar ainda mais perfeito, durante o passeio é possível provar diversos queijos holandeses. Deliciosos! Visitei cada cantinho que não precisa pagar pra entrar (são muitos), os que precisavam de ingresso eu não fiz questão, mas acho que deve ser bacana também. 

Uma coisa que me chamou atenção foi a visita numa antiga fábrica de chocolates e o aroma que espalhava por todo o lugar. 

Zaanse Schans foi super importante para a Revolução Industrial, mais um lugar repleto de história e que conta com hotel, restaurante, fábrica dos famosos tamancos holandeses, animais pastando e diversas outras atrações. Mais um com aquela marcação de lugares que me deixaram emocionada e que vale muito visitar!


Os Moinhos

Dia 7: Acordamos cedo e o roteiro do dia era conhecer Haarlem, uma cidade bem charmosa e conhecida pela produção de cervejas. Demos uma volta e fomos até o Museu Corrie Ten Boom. Corrie é uma sobrevivente dos campos de concentração nazistas. E pode preparar o lenço pois sua história é de muita coragem! Resumidamente o museu é casa onde ela e sua família ajudaram a salvar judeus durante a segunda guerra. Dá pra ver o local onde ela os escondia e é de arrepiar. A entrada é gratuita, mas precisa fazer reserva, pois existe um número limitado de pessoas.

Durante a visita é possível ouvir como ela foi descoberta, sem entregar quem ajudava, e levada aos campos de concentração. Somente ela sobreviveu, seu pai e irmã infelizmente não resistiram a essa parte sombria da nossa história. Dá pra conhecer mais da sua saga em livros e até filmes. Foi sem dúvidas uma heroína e sua trajetória deve ser lembrada pra sempre para que jamais possamos permitir tamanha crueldade com outros seres humanos.

O dia estava lindo, mas eu jamais poderia imaginar o que ainda nos esperava. Fui conhecer a praia dos holandeses, Bloemendaal aan Zee. Sou muito sortuda por ter conseguido dias de muito sol, mas esse em especial foi um dia espetacular.

Esse dia, essa luz, essa praia!

Caminhamos muito pela praia, conversando e tirando fotos e no final paramos no San Blas, misto de bar e restaurante, e fomos presenteadas com o por do sol mais lindo da minha vida! Quem diria que eu iria parar em uma praia na Europa, sem roupas de banho, e ia amar tanto assim!  Dica: se tiver tempo e um dia bonito faça esse passeio totalmente fora do contexto “turistão”.

No San Blas

Dia 8: Deu pra aproveitar MUITO Amsterdam. Meu desejo é voltar outras vezes e um sonho é ir na Primavera pra ver as Tulipas. Eu sabia que ia ser especial e que ia amar, mas sabe quando tudo é ainda melhor? No meu último dia acordei cedo e ainda fui conhecer o maior mercado de pulgas da Europa (dizem até que do mundo), o IJ-Hallen. Fica no mesmo local que citei acima, onde fica o mural da Anne Frank feito pelo Kobra.  O evento tem data marcada para acontecer e vale seguir no instagram ou entrar no site oficial.  Eu acompanho e nem acreditei quando vi que a data ia bater com a minha viagem. Na verdade eu fiquei um dia a mais na Holanda só pra conseguir conhecer. Foi a melhor decisão!

Imagina um lugar ENORME cheio de coisas pra garimpar. De decoração até itens de colecionador. Roupas, sapatos, bolsas, acessórios, tudo que você imaginar. Eu tinha a sensação de que não ia conseguir ver tudo. Precisa ir com calma e com aquele faro especial para olhar cada coisa interessante.  A entrada custa 5 euros.

Dicas: coloque uma roupa que seja fácil de colocar outras por cima na hora de provar (alguns não tem espelho), leve sua ecobag e negocie com os vendedores. Sem exageros: para quem ama brechó e achados esse lugar precisa entrar na sua lista!

Foram dias incríveis e inesquecíveis, daqueles que a gente quer lembrar pra vida toda. Foi uma marco pessoal. No próximo post conto sobre minha chegada na Itália.

Mercado de pulgas IJ Hallen
Como não amar esse lugar?

Dicas Extras: 

Se a grana tiver curta faça refeições no Mc Donald’s. Não é a melhor opção, mas dá pra fazer um lanche completo por 6 euros.

Outro lugar é o supermercado Albert Heijn. Nem preciso morar lá pra ver que é um império (hahah). Você respira e dá de cara um a cada esquina. Eu achei barato, tem gente que mora lá e odeia. Vou dar um exemplo: comprei um sanduba e um suco natural de laranja para lanchar Albert Heijn to go, da Centraal Station, e paguei menos que o lanche do Mc. Custou cerca de 4 euros.

Se você gosta de lojas Fast fashion vale colocar na lista: Primark, H&M, Topshop, Bershka e Hema. Outras que também visitei foram: Urban Outfitters e Sostrene Grene.

Eu não curto e não provei maconha por lá, nem aquelas que eles colocam no tal bolinho rs. Mas notei que, apesar de ser proibido fumar fora dos coffeeshops, a galera anda fumando pelas ruas. Minha dica é: fume somente nos lugares que são permitidos!

Uma decisão boa foi comprar o Travel Ticket: transporte ilimitado em tram, ônibus e metrô dentro de Amsterdã. Comprei assim que sai do aeroporto, num guichê de informação turística.

Os preços: 1 dia: 17 euros/ 2 dias: 22,50 euros/3 dias: 28 euros (vale pesquisar antes de decidir o que vai melhor atender suas necessidades).

Eu não fiz plano especial para usar internet durante a viagem. Logo eu a viciada. E pra completar meu desespero o sinal do Wifi na casa da Nanda não funcionava no meu celular de forma alguma. Até agora não sabemos o motivo. Mas na rua o meu celular pegava sinal aberto em quase todos os lugares, até no ônibus. Vale a dica pra quem não tiver pacote de internet international.

Cuidado para não ser atropelado por uma bicicleta. Sim, eles andam muito rápido e saem de todos os lugares!

Agora aperta o play pra viajar comigo pelos Países Baixos.

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