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Sobre o poder da inspiração

Um tempo atrás, estava no Pinterest procurando imagens para as minhas pastas e achei uma ilustração que me cativou em poucos segundos. Eu só conseguia olhar para ela e sorrir. Ontem eu voltei naquela imagem e, por esses acasos da vida, quis pesquisar de onde ela veio e quem fazia aquelas ilustrações tão poderosas pra mim: uma mulher negra.

Nós sabemos o quão difícil é sermos retratadas sem estereótipos. E como ter inspirações nos fortalece, nos faz sonhar e planejar ser quem a gente quer ser. Uma vez me peguei pensando em quanto tempo perdi achando que não poderia “voar”.

Foi assim que descobri Nicholle Kobi, artista francesa, que ilustra mulheres negras e sua diversidade. Sua arte é uma celebração a nossa raça.  Afinal, representatividade importa. Muito! A boa notícia é que mandei mensagem pra ela via instagram, com meu inglês impecável (sqn) rs, e ela me respondeu quem vem ao Brasil em 2018. <3

Onde encontrar essa mulher e artista maravilhosa:

Instagram: @nichollekobi

Instagram: @nichollekobishop

Pinterest: nichollekobi

Site: www.nichollekobi.com/

post 2post Nicholle

Para aquecer o coração

Na última viagem pra São Paulo fomos até a livraria Cultura. Um livro esteticamente bonito foi logo me chamando atenção. Olhei uma, duas, três vezes antes de ir ver o preço. Nao resisti e comprei.

Um dos textos ganhou meu coração:

ela tem essa fé inabalável no recomeço
apesar de tudo
ela não leva nenhum pesar
leva o aprendizado
e segue
para um novo dia
para novas histórias
novos livros e músicas
e novas conversas
com o charme
de quem tem cicatrizes na alma
ela não está mais no ontem
foi viver

O livro se chama Estranherismo, do Zack Magiezi. Todo dia abro em uma página aleatória e me delicio com cada poesia. Um mais bonita que a outra. São leves e, ao mesmo tempo, intensas.

O bacana disso tudo é que o Edson também virou fã. Indico demais pra quem curte textos que passam mensagens bacanas e nos fazem refletir. É um livro pra tocar o coração. Mesmo!

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2 Anos!

Já virou tradição (contém ironia rs)! Meu blog faz aniversário e eu posto dias depois (foi dia 29 de maio). Achei uma grande coincidência lembrar de escrever novamente dia 6 de junho, exatamente como há um ano.

Entre um post aqui e outro ali, já são 2 anos. Descobertas, desabafos, compras, desejos e muitas,muitas, mudanças por aqui.

Nem sempre postando com a frequência que eu gostaria, mas sempre sendo muito verdadeira em tudo que escrevo. Com ou sem vergonha de fazer look do dia, colocando sentimentos pra fora, fazendo listas e mais listas. Até meu sorriso nas fotos era diferente. E assim esse espaço vai fazendo seu papel: o de compartilhar ideias, momentos e inspirações. Sobre a vida! <3

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Receita: Hambúrguer

Uma das metas para 2015 é ir mais para a cozinha. E não vale aquela ida só para abrir a geladeira e pegar algo quase pronto e jogar no micro-ondas. A ideia era sempre que desse cozinhar algo (saudável, na medida do possível) com a ajuda do marido ou sozinha mesmo. Estou feliz, pois estamos conseguindo fazer isso com frequência.

O bacana disso tudo é que além de passar mais tempo juntos, descobri um hobby que jamais imaginei que teria.

A receita é muito fácil (levem em consideração essa frase vindo de uma pessoa que tem zero talento para o fogão) e o melhor de tudo é mais saudável!

Receita:

Rendimento: de 5 a 6 unidades médias

Tempo de preparo: 30 minutos

Nível de dificuldade: fácil

Ingredientes:

500g de patinho (sem gordura) moído

1 cenoura média ralada

1 cebola média picada

3 dentes de alho picados

Cheiro verde a gosto picado

Sal a gosto

Pimenta do Reino a gosto

Modo de preparo:

Corte a cebola em cubinhos e rale a cenoura. Corte também o alho e o cheiro verde. Em um recipiente, junte a carne aos demais ingredientes. Por último, coloque o sal, a pimenta do reino e misture tudo até que se forme uma massa homogênea. Modele os hambúrgueres.

Em uma frigideira antiaderente, sele os hambúrgueres dos dois lados. Diminua a temperatura para que cozinhem por dentro também. Pronto!

Ah, o que sobrar vira almôndegas assadas no forno no dia seguinte. 🙂

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A metade da laranja

Essa carta é para você, que me fez chorar. Que me procurou mesmo sabendo que eu já tinha sofrido e, mais uma vez, mostrou que eu não era uma opção.

Pode ficar tranquilo, no entanto. Essa não é a carta de uma pessoa rancorosa ou revoltada. É só o relato de alguém que quer dizer que você foi uma das melhores coisas que aconteceu na vida dela.

Sento aqui, pego essa caneta azul velha, tomo um gole de café e escrevo pra dizer que sem você talvez eu não tivesse encontrado a paz que sinto hoje. Sem você e tudo que me fez sentir – e foi tanto –, provavelmente não teria descoberto o que não quero em uma pessoa ou o que precisava mudar em mim.

Não somos amigos e nem seremos. Seu papel foi importante por aqui, mas curto e insuficiente para permanecer. O que é bom. Porque houve tempo em que achava que nada tinha sentido sem sua presença. Agora percebo que a sua presença é que não faria sentido.

Essa carta é para agradecer.

Agradecer por ter me ajudado a trilhar um caminho de autoconhecimento que ninguém antes tinha conseguido. Doloroso é verdade. Mas necessário.

Por fazer com que eu entendesse que sou completa sozinha. Que não existe metade da laranja, porque somos a laranja inteira. O dia que o amor finalmente cruzar o meu caminho, vai ser para encontrar o espaço reservado para ele. Para fazermos uma salada de frutas e não para nos completarmos.

Essa carta é para dizer adeus, pois é a última vez que penso em você. É pra dizer que foi bom enquanto durou, mas melhor ainda foi não ter durado.

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ju.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Para 2015

Pra ler ouvindo Say | John Mayer

Para você que me lê, entre todas as coisas boas que posso desejar no ano que se inicia, desejo, principalmente, que fale. Isso mesmo: que fale.

Depois de 20 e poucos anos sendo uma garota extremamente tímida, que viveu inúmeras paixões platônicas e foi magoada uma centena de vezes porque não tinha coragem de abrir a boca e falar o que sentia no fundo do peito, posso dizer que não tem nada melhor do que falar com todas as letras, vírgulas, pausas e pontos finais o que se passa dentro de você.

A palavra é uma das armas mais poderosas da humanidade, por isso não desperdice esse dom unicamente nosso. Use-o.

Está apaixonada pelo garoto? Se declare. Dê a você – e a ele – a chance de saber o que poderia acontecer.

Não está mais tão afim da menina? Diga a ela. Não deixe que ela pense que você é só mais um babaca que sumiu sem dizer por quê. E seja sincero também. Não invente desculpas (ela sempre sabe quando você está mentindo). Diga que não está mais afim, que está em outra, que não quer mais. Tome a decisão ao invés de esperar que ela desista de você.

Está magoado com um amigo? Não aja como se estivesse tudo bem. Diga o que aconteceu e como se sentiu. Dê a ele a chance de lutar por você.

Está feliz? Espalhe sua alegria, compartilhe. Felicidade gera felicidade (o Profeta Gentileza que me perdoe a adaptação).

Está triste? Divida com alguém. Você nunca sabe o que outra pessoa pode fazer por você. O Ministério da Saúde comprova: um ombro bem usado pode evitar dor de estômago, dor de cabeça, depressão e até câncer.

Ah, e faz o seguinte: esquece whatsapp, inbox do facebook ou mensagem de texto. Use, além da voz, seus olhos, suas mãos, seu corpo.

Falar é, acima de tudo, calor humano. É sorriso, lágrima, gargalhada, abraço. É a hesitação que o aplicativo não capta quando ela diz que está com saudade de você. É a ansiedade que o inbox do facebook não consegue transmitir quando ele diz que adorou a noite anterior. É a expressão de tristeza nos olhos de quem lamenta estar indo embora e que a mensagem de texto não leva junto.

Poucas coisas são tão grandiosas quanto a conversa, assim, olho no olho. Portanto, para 2015, desejo que tenha muitas, inúmeras, diversas conversas. Que sejam prazerosas, proveitosas, inesquecíveis. Que você se descubra e descubra os outros através delas.

Feliz 2015 pra todos nós! .

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ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

A saia mais poderosa do meu armário

Nem que eu entrasse na máquina do tempo poderia imaginar que um dia eu iria comprar uma peça como essa.

Não sei onde vou usar (estou esperando os convites pros desfiles de moda kkkkkkkkkk piada, hein gente!), mas já tenho algumas ideias. Sou dessas! Sabe o que eu tenho achado legal nessa coisa toda de roupas e acessórios? A maneira como eu me visto agora é resultado de como eu me vejo hoje. O fato de usar coisas que antes eu nem olharia me fez ver que muita coisa mudou por aqui. Lembro do meu primeiro post falando que ia mostrar meus erros e acertos… E já que minha intenção sempre foi mostrar como eu sou /estou, fica mais fácil. ☺
A saia é da Vaiôla. Como eu já havia dito, ela chega na loja (comprei online) e some em poucos segundos. Mas vale com certeza! Chegou rápido e ainda veio com um cartão fofo. Ah, quero agradecer as amigas que mediram minha cintura com uma régua escolar. Deu certo!!! 😛

P.S: Risquei a saia e o scarpin da minha lista de desejos que havia falado aqui. Ainda ganhei o copo do marido de presente de aniversário. 😉

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Saia: Vaiôla | Blusa: Riachuelo | Anel e brincos: acervo| Bolsa: Amo Muito |Pulseira Feira da Praça XV| Scarpin: Aquamar | Óculos: Rayban comprado em uma feira em São Paulo

Quando não existimos mais

Para ler ouvindo Fall for you | Leela James

Parece que foi ontem. Lembra?

Uma troca de olhares, um sorriso, um “olá” diferente de todos os outros.

Sim, quase outro dia. Séculos atrás.

Nós dois. Sem nome, sem rótulos. Apenas nós dois e isso, que a gente entendia sem poder explicar.

Então, nos perdemos.

Em alguma curva ou atalho, nos distraímos e nossos caminhos se desencontraram.

A gente se afastou. Talvez não houvesse outro jeito.
Ainda assim, é estranho passar por você na rua e dar um sorriso insosso, como se fossemos apenas conhecidos.
Dividimos a mesma cama, compartilhamos sonhos, revelamos frustrações. E agora você atravessa a rua sem olhar pra trás, como se eu fosse uma vizinha sem nome.

A gente se esqueceu. Talvez tenha sido a maneira que encontramos de seguir em frente. Foi a maneira que eu encontrei.
Acreditar que você não está mais dentro de mim, sabendo que está. Adquirir a habilidade de sentir sem pensar, de lembrar sem sentir, de pensar sem lembrar.

É como olho para você nesse instante. Com a estranheza de sentir algo velho percorrer um corpo em que não cabe mais.

O vento te leva embora por uma esquina. Não te vejo mais.

Vou embora também.

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ju.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Será que ele existe?

Hoje não trago um conto pra vocês. Trago uma poesia.

Peço desculpas antecipadamente, já que não sou uma poetisa muito talentosa. Mas é que têm sentimentos que só os versos podem derramar.

E se vc já se sentiu sozinho algum dia, vai entender.

Espero que gostem.

Eu queria encontrar alguém

Pra ler ouvindo: San Antonio Fading | Noah Gundersen

Eu queria encontrar alguém
Que, só por curiosidade,
Se aproximasse de mim
Quisesse saber
O livro que estou lendo
E me perguntasse sobre ele
Que me chamasse pra ir ao cinema
Pra saber que tipo de filme eu gosto
Se choro vendo um drama
Uma comédia romântica
O quanto me divirto
Com as ficções científicas
Que depois do cinema
Me levasse pra Mureta da Urca
Dividindo comigo
Uma vontade velada
De trocar o primeiro beijo
Eu queria encontrar alguém
Que, passada a novidade,
Escolhesse continuar
E ainda quisesse saber
Minha cor preferida
Minha música favorita
Em qual hora do dia
Fico mais vulnerável
Eu queria encontrar alguém
Que quisesse compartilhar
Suas nuances
Seus desejos
Seus segredos
Que visse poesia na vida
E nessa poesia
Encontrasse em mim
Alguns versos perdidos
Eu queria encontrar alguém
Sem medo de se entregar
Que não visse uma ameaça
Em cada demonstração de carinho
Que não fizesse de suas cicatrizes
Uma desculpa
Que decidisse curtir a vida
Ao lado de uma mulher
De quem realmente goste
Não com várias
Uma noite por dia
Que não visse nessa decisão
Uma prisão
Mas uma liberdade de escolha
Que poucos têm
Coragem pra tomar
Eu queria encontrar alguém
Que me deixasse chegar perto
E não dissesse
“O problema não é você”
“Preciso de tempo”
“Você seria perfeita”
“Em outro momento”
Porque o outro momento
É só uma ideia
Eu queria encontrar alguém
Que me fizesse acreditar que é possível
Que preferisse
Apostar na incerteza do futuro
A permanecer agarrado
A segurança do presente
Eu queria muito encontrar alguém
Que estivesse cansado
Cansado de pessoas vazias
E sentimentos rasos
De diversões passageiras
E da busca infinita
Por uma felicidade mágica
Sem sofrimento
E, para que assim seja,
Sem entrega
E sem entrega
Sem vínculos
E sem vínculos
Sem paixão
E sem paixão
Sem amor

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ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

 

Valeu, foi bom, Adeus!

Na verdade a sensação é de até breve. Os dias que passamos em Salvador foram muito felizes. Tenho certeza de que vamos voltar para aproveitar ainda mais (olha minha idéia fixa de passar o Carnaval por la rsrsrs).

Nossos “últimos” dias de passeios não decepcionaram! A primeira parada foi a Ilha de Itaparica (a entrada é por Mar Grande). Pausa para meu momento de emoção ao ver casinhas antigas e coloridas. Gente, quanta imagem linda para um só lugar.

 

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Paramos no bar que João Ubaldo Ribeiro ficava, ouvimos histórias sobre ele e vimos sua casa de veraneio, que está em obras.

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Saindo da ilha, passamos para conhecer o famoso Dique do Tororó que fica próximo ao estádio da Fonte Nova (achei o estádio lindo). Uma pena que já era noite e as fotos do Dique não ficaram boas. Amamos ver as esculturas de orixás flutuando no espelho d’água.

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No dia seguinte fechamos com a Praia do Forte e com o lindo Projeto Tamar, que foi criado em 1980. O projeto, reconhecido internacionalmente, é uma das mais bem sucedidas experiências de conservação da vida marinha. Muito amor pelas tartarugas!

Já podemos voltar? <3

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