Quando eu contei no instagram que em 2019, precisamente a partir de março, eu iria ficar um ano sem comprar roupas recebi alguns comentários. A maioria era me contando como era difícil. Ainda estou no começo dessa história e posso dizer que até o momento não sofri pela escolha que fiz.  

Parte dessa decisão tem ligação direta com as coisas que estão acontecendo dentro de mim. A outra é por estar me informando mais sobre o tema e tentando fazer minha parte sobre o que eu acho certo e justo. 

Tenho muitas questões. Zero respostas definitivas. Não quero incentivar ninguém e muito menos pagar de hipócrita. Vou fazer uma lista de coisas que me fizeram pensar e tomar essa decisão.

  1. Eu estou um pouco confusa com meu armário
  2. Eu odeio (e sinto culpa) ler que comprei roupas com o trabalho de mão de obra escrava 
  3. Eu quero vender/doar/trocar várias coisas e nunca sei a melhor maneira de fazer
  4. Minha relação com coisas está mudando MUITO
  5. Não quero que pensem que eu nunca mais vou comprar em fast fashion, pois eu realmente não sei. De fato pra começar eu quero diminuir 
  6. Eu ainda entro nas lojas e provo coisas mesmo sem levar pra casa. Ainda compro presentes, ou seja, não sou uma farsa se você me ver numa loja de roupas, ok?!

As marcas do meu <3 atualmente:

Minha relação com duas marcas em especial começou por conta do blog. A Izola vocês já sabem que eu amo e sou fã do trabalho da Marina. Uma mulher sensacional que trabalha e luta muito pra manter seu negócio ativo.
Calça da Izola

Mudi é outra queridinha por aqui. Eu amo ver os desenhos da Louise ganharem forma e se transformarem em peças lindas e com estilo.

Macaquinho da Mudi

Outros lugares para comprar que pretendo continuar são os brechós. Eu destaco o I Need Brechó, em São Paulo. Esse lugar é pra quem ainda tem preconceitos bobos. Lá é um brechó com cara de loja. Peças garimpadas em vários lugares do mundo e onde você até encontra peças da estação.

Mom Jeans do I Need Brechó

Quando a gente sabe um pouco mais do trabalho por trás de todo o processo faz mais sentido investir nas peças. Sua cabeça começa a pensar no que existe além da roupa em si: funcionários, luz, aluguel e milhões de outras desafios pra conta fechar. Tô animada para essa revolução.  

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