Category

Empoderamento

Category

O corpo que habito

O blog nasceu quando eu passava por um turbilhão de emoções. Ele foi, e ainda é, minha válvula de escape. O intuito sempre foi compartilhar.
Desde que comecei a mudar meu estilo (cabelo, maquiagem, roupas, acessórios… e meu comportamento) vejo que fiquei mais corajosa. Algumas inseguranças, medos e preconceitos foram ficando pra trás.
Não adianta negar que parte da minha vida eu seguia um padrão que era imposto. Eu não me perguntava se eu gostava de ser daquele jeito, de me vestir daquela forma, de usar o cabelo naquele estilo. Eu só seguia.
Reparei que toda vez que eu ia expor algo que não estava acostumada, eu me defendia antes. Isso tudo sem perceber. Não era proposital.

Ao mesmo tempo em que é libertador se aceitar e mudar o que não gostamos pelo simples fato de respeitar o que estamos sentindo, é assustador se expor. Recentemente eu estava na praia e me deu vontade de fazer fotos. (Insira nesse trecho uma música de superação. Eu de maiô, na praia e fazendo fotos com gente me olhando hahahaha). Eu queria postar uma dessas fotos. Fiquei pensando mil vezes, em várias coisas. Sabe qual foi a última coisa que passou pela minha cabeça: eu quero postar pois estou me amando. Mesmo não estando no meu peso ideal. Pra minha saúde, para a minha altura, pra minha nutricionista e, sem hipocrisia, pro meu gosto.

A gente fundamenta nossas escolhas com base no julgamento dos outros. Está errado. Muito errado!
Vou repetir como um mantra pra ver se você que está lendo se convence e aproveito pra repetir pra mim também: é incrível se inspirar em tudo a nossa volta, mas descobrir que o mais importante está em olhar pra dentro e encontrar quem é você e quem você quer ser é fundamental.
Não estou dizendo que é fácil, que sou um poço de autoconfiança todos os dias, que não me olho no espelho apontando defeitos. É uma eterna contradição. Só estou tentando dizer, pra mim e pra você, que a gente precisa ser menos corpo e mais alma.

Quantas vezes você deixou fazer algo que queria pensando nos outros e nos julgamentos? Um dia você faz piada do seu corpo e no outro está achando ele lindo como é. Quem disse que ia ser fácil?

Sobre o poder da inspiração

Um tempo atrás, estava no Pinterest procurando imagens para as minhas pastas e achei uma ilustração que me cativou em poucos segundos. Eu só conseguia olhar para ela e sorrir. Ontem eu voltei naquela imagem e, por esses acasos da vida, quis pesquisar de onde ela veio e quem fazia aquelas ilustrações tão poderosas pra mim: uma mulher negra.

Nós sabemos o quão difícil é sermos retratadas sem estereótipos. E como ter inspirações nos fortalece, nos faz sonhar e planejar ser quem a gente quer ser. Uma vez me peguei pensando em quanto tempo perdi achando que não poderia “voar”.

Foi assim que descobri Nicholle Kobi, artista francesa, que ilustra mulheres negras e sua diversidade. Sua arte é uma celebração a nossa raça.  Afinal, representatividade importa. Muito! A boa notícia é que mandei mensagem pra ela via instagram, com meu inglês impecável (sqn) rs, e ela me respondeu quem vem ao Brasil em 2018. <3

Onde encontrar essa mulher e artista maravilhosa:

Instagram: @nichollekobi

Instagram: @nichollekobishop

Pinterest: nichollekobi

Site: www.nichollekobi.com/

post 2post Nicholle

Amor próprio

Houve um tempo, entre o fim infância e começo da adolescência, que posar para fotos era quase um martírio.

No começo da vida adulta esse bloqueio permaneceu. Eu tentava ser mais forte que ele. Algumas vezes eu vencia, outras não.

Um dia percebi que todo mundo teria memórias e eu, se as tivesse, não ia gostar nada do que iria ver. Aquele sorriso era um misto de: o que eu estou fazendo aqui com pra que aceitei sair na foto.  O resultado era quase sempre o mesmo: nossa eu estou horrorosa!

A minha autoimagem nunca foi das melhores. Contribuía o fato de não ter referências, claro. Mas o pior mesmo estava dentro de mim. E quanto a isso, só eu poderia dar um fim.

Alguns anos depois, com algumas crises e muita coragem, eis que surge uma mulher na fase adulta que se sente bonita e orgulhosa do que se tornou. Para além da estética, o que temos aqui dentro é uma pessoa mais feliz e consequentemente mais segura.

E nada tem a ver com cabelo, peso, roupas… Tem relação com o que eu penso de mim. E eu torço todos os dias para que seja sempre o melhor, e melhor, e melhor a cada dia.

O relato de hoje é sobre amor próprio . Eu fui e sou feliz mesmo quando tudo esteve, ou ainda fica, um caos. Mas é muito melhor quando ele dá lugar a plenitude que sentimos aqui dentro do peito.

Pois agora temos fotos e até videos.

#nuncafoiapenassobrelookdodia #inspiraterapia #autoestima #amorpróprio

IMG_0492
IMG_0491
IMG_0496IMG_0497IMG_0509IMG_0512IMG_0513IMG_0518IMG_0523IMG_0530IMG_0533IMG_0537IMG_0539IMG_0542IMG_0552

No meio da multidão

Semana passada fui assistir, com a Juliana Borel, a uma palestra no Veste Rio, evento de moda carioca. Sai de lá um tantinho esquisita rs, mas com um senso crítico aguçado.
Quando criei o blog não foi pensando em nada além de me desafiar, colocar pra fora uma Anna que estava renascendo.

Fiquei com tanto medo dos julgamentos. Pensei nas pessoas falando: quem é ela na fila do pão pra falar de moda, beleza, gastronomia… vida.

Bom, antes que eu esqueça de falar, sou jornalista. Diante disso, teoricamente, eu posso falar sobre tudo. Porém, a baixa autoestima sempre me levou para o caminho mais fácil: o de seguir o padrão, de não me expor, de ficar pensando primeiro nos outros e não em mim, e, com isso, não colocar pra fora as coisas que acredito.

Quando a gente se anula, traçar uma linha reta fica mais confortável. Mas veio a transformação. E no meio do caminho, eu li e vi tanta coisa legal até achar o que realmente eu acredito. E, definitivamente, não quero ser só mais uma pessoa que segue padrão. Eu quero poder me inspirar e inspirar reflexões que vão fazer a gente se gostar mais, se aceitar, se encontrar. Podemos estar no meio da multidão e, ainda assim, sermos quem a gente quiser ser.

Moda e beleza, pra muita gente, soa como algo vazio e fútil, e muitas vezes é. Mas gente, tem o outro lado. É desse que eu quero ficar.

Palavras como feminismo e empoderamento ecoam cada vez mais por aqui. Autoestima, transformação de dentro pra fora, também.

A moda (e qualquer outro tema) pode ser uma plataforma incrível e transformadora. Não é só look do dia, gente. Não precisa ser vazia…

O nome do blog InspiraTerapia traduz um pouco do que eu sempre quis passar, mas quero cada vez mais seguir essa proposta. Não tenho pretensão alguma, quero apenas escrever e poder, quem sabe, ser lida por uma, duas pessoas que seja. Por aqui, a transformação anda a pleno vapor. Me aceitando cada vez mais, trabalhando a autoestima, mas também questionando e transformando tudo aquilo que incomoda.

E aí, como um sinal, eu me deparo com esse link.

Tracie e Tasha Okereke. As irmãs gêmeas conhecidas como as it girls da favela por criarem looks incríveis com roupas customizadas e de brechó. Não bastasse serem uma inspiração fashion, as garotas de 21 anos querem construir um império com o empoderamento feminino.

“Fazemos os editoriais pra mostrar pra elas que você pode sim comprar uma roupa cara, mas isso não te define, você não vai ser menos foda se não tiver ela”, diz Tasha.

É disso que eu estou falando, é disso que eu quero falar.

img_5694

Empoderamento é… ter peitões e não se sentir mal em ir a praia ou piscina  pois está fora dos padrões impostos

fullsizerender_1

É usar turbante sem medo de ser julgada

img_5828

É ter o cabelo que você quiser

Quero te encontrar

Desde que comecei a mudar meu estilo (cabelo, maquiagem, roupas, acessórios… e meu comportamento) me pergunto: onde eu me encaixo? A gente tem essa mania de tentar se sentir parecido com alguém. Mas será que é preciso?

Claro que é incrível se inspirar em tudo a nossa volta, mas descobri que o mais importante está em olhar pra dentro e encontrar quem é você e quem você quer ser.

Desde então me sinto mais livre pra escolher tudo. Desde roupas até as decisões sobre a vida. Sem pressão e comparações. É uma luta diária e não é fácil, porém libertador.

Baixinha não pode isso, peituda não pode aquilo… Você precisa comprar sua casa antes de ter filho, precisa curtir seu casamento… Regras! Rasgue todo esse modelo imposto e faz o seguinte: olhe pra dentro e se encontre. É lindo. Alguns vão amar e outros odiar, mas quem disse que a gente precisa de aprovação pra ser FELIZ?<3

Podemos ser e fazer o que a gente quiser!

_mg_1244
Pelas regras eu não poderia usar esse vestido. 🙁 Vou usar com e sem salto, com bolsa de festa… 😉

_mg_1267_mg_1312_mg_1333

10 fatos sobre mim

Vi na internet um post com algo parecido e quis compartilhar aqui no blog.
Acho que quando a gente se mostra de verdade aprende mais sobre nós mesmos. Sem amarras e sem vergonha. Apenas com o <3. 🙂

1)Meu sonho era ser atriz, mas fui ignorada solenemente pela minha mãe. Achei melhor não contrariar. Rs

2)Tenho pós-graduação em Jornalismo Esportivo.

3) Sofri um trauma na infância que acarretou em uma síndrome do pânico na vida adulta.

4) Tinha preconceito em fazer terapia até precisar dela e perceber que mudou a minha vida. Pra muito melhor.

5) Tenho medo de muita coisa, mas guardo tudo em uma caixa e encaro o que tiver pela frente.

6) Sou extremamente sensível e fico magoada com facilidade.

7) Converso com Deus e tenho certeza que a minha fé me salvou várias vezes.

8)Tenho um “radar” apurado para captar a “energia” das pessoas.

9) Tinha (passei a me proteger mais. O que é bom e ruim!) forte tendência pra me ferrar com os seres humanos. Riu pra mim eu já amava e achava que era meu melhor amigo da vida toda.

10) Meu maior defeito é a ansiedade e minha maior virtude é conseguir me reerguer diante de qualquer situação. Tenho uma força absurda pra superar os problemas da vida.

59b704be26cb70d4d5bd5d3d00a2bcb8

2 Anos!

Já virou tradição (contém ironia rs)! Meu blog faz aniversário e eu posto dias depois (foi dia 29 de maio). Achei uma grande coincidência lembrar de escrever novamente dia 6 de junho, exatamente como há um ano.

Entre um post aqui e outro ali, já são 2 anos. Descobertas, desabafos, compras, desejos e muitas,muitas, mudanças por aqui.

Nem sempre postando com a frequência que eu gostaria, mas sempre sendo muito verdadeira em tudo que escrevo. Com ou sem vergonha de fazer look do dia, colocando sentimentos pra fora, fazendo listas e mais listas. Até meu sorriso nas fotos era diferente. E assim esse espaço vai fazendo seu papel: o de compartilhar ideias, momentos e inspirações. Sobre a vida! <3

_MG_7723_MG_7732p1100467r_MG_7756

Sobre ser quem você quer ser (ou quem você sempre foi e não sabia)

Você não entende o orgulho, pois você também não entende as piadas na escola e nas ruas, os olhares de reprovação, ou de espanto, ao te verem passar.

Você não entende a minha batalha por aceitação, a sua e a minha, pois nunca esteve no meu lugar, nunca sentiu o que sinto aqui dentro.

Você não entende que o que eu quero é respeito e nada mais, pois você nunca precisou se impor pra ser simplesmente quem é.

Você não entende, pois nunca se sentiu acuado e infeliz dentro da sua própria casa pois sua família acreditava, e alguns ainda acreditam, que o belo e o “normal” é aquilo que impuseram e te enfiaram goela abaixo e não aquilo que você quer ser.

A gente só pode entender, de fato e por inteiro, aquilo que acontece com a gente. O resto é só opinião! Você me entende?

<3

_MG_7064_MG_7069a_MG_7076

Aceitando meu corpo – peitudas, sem silicone, me abracem!

Vou escrever esse texto de forma leve e descontraída. Não se assustem com alguns termos.
Todo mundo sabe que eu jogo no time das peitudas por natureza (já quis fazer a cirurgia de redução, mas a cada dia que passa não tenho mais tanta certeza disso). Nem sempre coloquei a roupa que queria por conta disso. Sim, é um saco! Mesmo perdendo tantos quilos eles continuam aqui. Menores, mas ainda enormes se é que me entendem. A pessoa mede 1,52, ou seja.

Que bom que o tempo passou, minha cabeça mudou, a vergonha deu lugar a uma Anna mais segura e menos influenciável. Já disse que sou muito mais feliz assim.

No caso das roupas eu escolhia algo que escondesse e pronto. Mas como fazer isso indo para praia ou piscina? Lembro do pavor que era comprar biquíni. Eu simplesmente odiava!
Na época era cortininha ou maiô de “vovó”. Ambos ficavam ridículos em mim. Lembro da sensação de estar sempre incomodada com aquilo. Não curtia a praia/piscina com medo daquilo pular e aparecer tudo.

O tempo, novamente ele, passou e vários modelos foram surgindo. Me desculpem as pessoas que falam que a marquinha é mais importante. Pra mim, do fundo do coração, o conforto está em primeiro lugar.
E que bom que diversos modelos surgiram. No meio deles eu achei um que é um sonho (quem tem seios grandes sabe que não estou exagerando! rs). Esse tem um top por baixo que segura tudo, gente. Por cima fica soltinho. Sem drama e com muito conforto. Esse modelo é da PH Praia, mas tenho um da Renner também. Várias marcas estão vendendo esse e outros tantos maravilhosos. O post era pra contar dessa descoberta para as amigas que jogam no meu time, mas também pra dizer que aceitar nosso corpo é maravilhoso. <3

Biquíni – PH Praia

Bermuda jeans – Forever 21

Óculos – Chilli Beans

Turbante – DressCoração

Brincos – Garimppo

_MG_3171_MG_3155_MG_3172_MG_3152_MG_3170_MG_3157_MG_3166

Sobre ter referências

Esse post é uma reflexão. Por aqui, nada de verdades absolutas, nada de impor regras. O que é bom e bonito pra mim, pode não ser pra você e vice-versa. Tudo bem ser assim! 🙂

Faz algum tempo que eu falo sobre isso. A ideia aqui não é influenciar ninguém a fazer o que não quer. Pelo contrário! É oferecer opções para que tenhamos ESCOLHAS.

Se eu tivesse opção no passado, não teria demorado tanto tempo pra me (re)encontrar. Estou falando de cabelo crespo, de consciência sobre de onde eu vim, sobre sofrer preconceito, racismo, sobre não se ver ao entrar em lugares específicos, não se achar bonita o suficiente, não se enquadrar nos padrões e por ai vai… Falo também do cuidado que temos que ter ao julgar pessoas que querem mudar seu cabelo e as que não querem, ou ao julgar seu estilo e suas vidas.

Antes de cortar meu cabelo, li muito os blogs de várias meninas. Isso e outras coisas me fizeram QUERER mudar e tentar me ver como eu era antes dos alisamentos e afins. É por isso que eu digo que ter referências é importante para as nossas escolhas.

Volto a repetir que se um dia eu quiser mudar novamente meu cabelo, meu estilo, tenho esse direito. Assim como muitas de nós não querem deixar o cabelo natural por se sentirem bem e felizes com seus cabelos como estão. Temos apenas que respeitar.

A questão pra mim é não bater o martelo sobre uma verdade absoluta em nada nessa vida, muito menos quando o assunto é cabelo, corpo, estilo de vida etc.

Voltando a falar de referências: fui ao evento ENCRESPA GERAL (que – resumindo bastante – é um projeto de ação social que promove eventos que celebram a inspiração e valorização do uso do cabelo natural (cabelo crespo, cacheado, ondulado) como forma de autoconhecimento e reencontro das raízes. Marília Gabriela, minha fada, que cortou e transformou meu cabelo, já havia me convidado diversas vezes e eu finalmente consegui ir.

Mais do que empoderar, o evento valoriza a diversidade racial, nos propõe questionamentos e reflexões incríveis.

Assisti uma palestra e ouvi depoimentos que me fizeram refletir sobre tanta coisa. Me sinto privilegiada de poder ouvir tantas histórias e poder responder internamente a tantas questões que não conseguia antes.

Esse assunto foi tema de uma conversa incrível que tive na sexta com a Ana Soares, do Hoje Vou Assim Off, com a Ju, amiga e colunista do blog, e com a Camila Faria, do Não Me Mande Flores. Entre outras coisas que falamos, uma delas foi como ainda em 2015 as pessoas podem ser preconceituosas com cor da pele, pessoas de outros estados, pessoas com sobrepeso etc. A Ana, aliás, cedeu seu blog para um post maravilhoso sobre pluralidade que todo mundo deveria ler aqui.

“A questão não é impor um estilo. Apenas fornecer inspiração e informações para quem se interessa pelo tema, para que cientes possam fazer suas escolhas” , assim está descrito no site Encrespa e é assim que eu acredito ser coerente com o que penso.

Nota mental: falo muito aqui de cabelo crespo, pois é minha realidade e algo que eu tenho mais propriedade para falar. Mas o tema poderia ser o preconceito regional, gordofobia etc. A gente precisa cutucar a ferida e fazer de alguma forma as coisas mudarem… pra melhor. <3

IMG_4778IMG_4793IMG_4789IMG_4779IMG_4788IMG_4791IMG_4834IMG_4803IMG_4835IMG_4836IMG_4805IMG_4807

Pin It