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Vida Real

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Meu cérebro faz uma coisa maravilhosa, porém perigosa para lidar com coisas ruins: finge que esquece!

Esses dias eu tive a ideia de tentar pensar em todas as fases da minha vida. Resolvi me desafiar e lembrar de tudo que eu conseguisse. Da infância até os dias de hoje. E gente, não foi fácil! Não foi mesmo! 

E apesar disso todos os dias me pego repetindo o mantra: só agradece! Mas definitivamente preciso entender que lembrar das coisas ruins, ficar triste e sentir muito por tudo, também faz parte do processo. Eu tenho a mania de achar que a minha dor é menor que a de todo mundo (mesmo!) e com isso uso uma capa imaginária de mulher forte que tudo supera. Eu passo por mais um período bem pesado e fui engolida novamente com esse meu ímpeto de ir passando por cima das dores com um rolo compressor, como alguém que diz: saia já daqui! Eu sei te tirar daqui!

Eu não suporto o fato de ficar pra baixo. Que dirá deixar alguém ter pena de mim.

Mas se tem uma coisa que eu sei fazer é ser sincera e expor o que sinto. Mesmo assim tive que ouvir do terapeuta após contar sobre algo grave que aconteceu: e você não pode só ficar triste?

Essa frase tá ecoando aqui na minha cabeça há dias. Sim, eu posso ficar triste! A gente pode e deve viver nossas tristezas. E tá tudo bem! Não é ser fraco se sentir impotente diante de muitas coisas. Não significa que você vai afundar e nunca mais sair desse lugar. Eu acho que finalmente estou entendendo que sofrer não é ser perdedora e ingrata. Admitir que dói é admitir que temos algo que precisamos curar. Que precisamos esperar passar.

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