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E um ciclo se encerra…

Hoje é quinta, dia 23 de agosto de 2018. Amanhã eu embarco para um novo ciclo da minha vida, portanto hoje é o dia do encerramento para mim.

Fechar um ciclo, dizer adeus ao que somos e buscar algo novo nunca é simples, mas muitas vezes precisa ser feito.

Quantas vezes sentimos que algo não nos faz mais bem e insistimos, não conseguimos deixar para trás?

Pois é, eu resolvi que era hora do encerramento de um ciclo da minha vida.

Então deixa eu parar de falar em enigmas e vamos ao que interessa.

Há pouco menos de um ano atrás eu estava me sentindo completamente perdida. A vida não estava andando para frente. Eu já estava separada há um ano, não me sentia pronta ou aberta a um novo relacionamento, a faculdade não estava empolgando e o trabalho estava muito difícil, a crise me pegou de jeito, preciso confessar. Eu tentei alternativas, busquei emprego formal, informal, tentei abrir uma casa de festas, busquei parcerias, tentei abrir o leque… nada dava certo. NADA!

Foi então que eu resolvi ir para a Grécia com meus amigos. Usei minhas economias e aderi à viagem que eles já planejavam há um tempo. Aproveitei para passar também algum tempo sozinha e pensar nas coisas.

Em algum momento naquela viagem a seguinte pergunta me ocorreu: e se eu pudesse morar em qualquer lugar do mundo, para onde eu iria?

E comecei a vasculhar a mente e a internet por lugares que eu conhecia e queria conhecer. Mas, sinceramente, minhas escolhas se resumiram a dois lugares que eu já amava: Londres e New York.

Pesando prós e contras, achei que Londres seria a melhor a opção, basicamente pelos seguintes motivos:

  • Europa a um pulo – em termos culturais, estar em Londres é maravilhoso, uma cidade que não para e tem muita História, além de ser fácil e rápido para andar pelo resto da Europa e meio caminho para Ásia e África.
  • Família – eu tenho uma prima querida que mora lá, então para ficar tão longe de quem amamos, é um suporte e conforto saber que tem uma parte dessa família também amada pertinho.
  • Estabilidade – Inglaterra tem estabilidade política e financeira e isso também me dá um certo conforto, depois de já ter estado no meio da política no Brasil.

Portanto, comecei a vislumbrar a possibilidade de ir morar fora do país. E começaram as pesquisas. O que fazer por lá? Como está o mercado de trabalho para a minha área? Quais são os requisitos para o visto?

Enfim, uma série de coisas…

Decidi buscar uma universidade para continuar meus estudos em Arquitetura por lá. E pronto! Já tinha um plano!

Em Mykonos eu estava na praia deitada sob um guarda-sol de palha de frente para o mar e fazendo minha inscrição na próxima prova de proficiência em Inglês, o IELTS.

Quando eu voltei para casa, eu já estava com todo o plano em andamento. E eu me sentia viva! Viva, ativa e fluindo, como há muito tempo não estava sentindo!

Foi então que eu comecei a aplicar para as universidades, resolvi fazer também o TOEFL (teste de proficiência em Inglês, só que aceito nos EUA), montar meu portfolio, ranquear as universidades… mil coisas!

Em poucas semanas comecei a receber as ofertas para estudo. Foram muito mais que eu esperava! Só tive uma rejeição; todas as demais escolas me ofereceram vagas, inclusive para mestrado. Foi uma delícia me sentir literalmente aceita!

Escolhi algumas universidades que tinham o programa que mais eram interessantes para mim, fiz minha mala e fui lá ver de perto. Visitei as universidades, andei pelos campi, pelas cidades (que acabaram não sendo Londres, mas nada muito distante também), conversei com alunos, olhei os trabalhos, as maquetes, a qualidade de vida, alojamentos, apartamentos, casas, supermercados, caminhos, temperaturas, empregos… Nossa! Como tem coisa para pensar!

Tomada a decisão, era hora de continuar a planejar; Tinha que pensar no que fazer da vida até lá, como ajustar tudo aqui para ir embora. Fiz um cronograma, anotei na minha agenda (de papel, pois é, eu uso as duas mídias…) o que precisava fazer em qual data.

Meu resultado do IELTS foi ótimo, comecei a dar aulas de inglês por aqui também, fui aos poucos inventariando minhas coisas e vendendo… e assim o tempo foi passando.

A parte mais difícil para mim é dar adeus à Blair. Ela é minha filha de 4 patinhas, que mudou meu modo de ver o mundo. Me salvou quando eu precisava de ajuda e mostrou que eu era capaz de amar de uma forma completamente diferente. Por enquanto a decisão é de que ela vai ficar com o pai (meu ex-marido e quem me deu ela de presente) até que eu me ajuste por lá e consiga alguma forma de levá-la. Mas até isso acontecer, minha rotina será vazia sem ela. E, apesar de faltar apenas um dia para eu deixá-la, ainda não consigo visualizar na minha mente o momento do adeus.

Se eu vou sentir falta dos amigos e da família? Óbvio que sim! Mas a tecnologia é reconfortante, não é? Saber que podemos ver os amados mesmo a uma distância tão grande é uma benção e um alento para o coração.

Sobre os casamentos? Esse ciclo ainda não se encerrou para mim. Eu irei decorar um último evento ao final desse ano, para o qual pretendo vir pessoalmente, para fechar com chave de ouro.

Trabalho por lá? Pretendo e tenho coisas em vista, mas irei desenvolver mais esse tópico quando eu efetivamente chegar por lá. As áreas variam de casamentos, interiores, arquitetura e administração. Às vezes é vantagem ter um currículo múltiplo…

Então hoje eu encerro meu ciclo com o Brasil. Significa que não voltarei a morar aqui? Não sei, talvez sim, talvez não. Mas por ora, é o meu momento de buscar algo diferente do outro lado do mundo e começar um ciclo novo, cheio de experiências novas e, certamente, diferentes!

Deseje-me sorte! A vida como eu conhecia, está prestes a acabar.

Se quiser acompanhar mais sobre a mudança e o meu dia a dia, fique por aqui, porque continuarei postando, mas siga também pelo Instagram. Por lá teremos novidades fresquinhas diariamente.

bjk

@lanna_schmitz
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