Estou longe de me fazer de vítima. Quem conhece só um pouquinho da minha vida, sabe que eu já passei por poucas e boas, mas que sempre tirei forças sei lá de onde pra seguir em frente. Não estou me vangloriando por isso, mas acho que tenho essa sorte, de continuar em meio ao caos.

A gente nunca vai entender o motivo de passar por certas situações, mas a maneira como você vai lidar com os problemas da vida é o que eu acho que determina sua história, sua felicidade.

Temos uma mania, às vezes involuntária, de julgar tudo e todos. Eu faço parte desse grupo e não tenho orgulho disso, mas com o passar dos anos, com os acontecimentos da vida, da minha e dos outros, fui aprendendo a ser menos crítica e mais benevolente. Não estou dizendo que você não pode/deve julgar algumas atitudes, mas querendo dizer que você pode/deve sempre fazer uma crítica construtiva. O criticar por criticar está em voga, né?! E de verdade, eu e você, sabemos que isso não vai ajudar ninguém, pelo contrário. Então, por que não prestar mais atenção nisso tudo? Uma palavra pode ajudar ou acabar de ferrar com alguém. Pense nisso!

Nem por isso você vai deixar de ser quem é, de falar o que pensa, de ser de verdade. A maneira de dizer é que deve mudar. Veja bem: Eu era a típica “boazinha”, sabe. Todo mundo falava pra mim o queria, sabendo ou não da minha história e de tudo aquilo que me transformou em quem eu era/sou.

Era julgada, para o bem e para o mal, por ser assim. Eu não conseguia entender o motivo do meu jeito ser tão questionado. Até que um dia, vieram as crises de identidade, as decepções com algumas pessoas ao redor, algumas pegadinhas nada engraçadas da vida e uma bela (digo escrota) crise de pânico. Sim, estou me expondo mais que o normal por aqui. Mas o motivo eu acredito ser nobre.

Isso tudo é pra dizer: não é porque eu assumi meu cabelo crespo, que minha amiga que alisa também vai ser feliz e realizada ao assumir o dela.

Não é porque eu perdi peso e estou bem com isso que aquela sua vizinha do lado vai se sentir assim também. Cada um tem uma história e isso precisa ser respeitado. Você não precisa aceitar, gostar, compreender e bater palmas para as escolhas das pessoas, mas TEM QUE respeitar!

Eu estou tentando ter esse equilíbrio. Nem sal, nem açúcar, nem 8 nem 80, nem boa, nem má. Somos todos seres humanos com qualidades, defeitos, vícios, virtudes, cheios de belezas e de coisas feias também. O que determina quem você é não é seu cabelo, seu peso, sua roupas, suas viagens… são as suas atitudes. E eu quero passar por aqui tentando ser mais e mais feliz. Seja tomando coragem pra usar batom vermelho, com meu mini black (que cada dia acorda com um humor Rs), seja brigando com/por alguém que amo por não gostar de algo, usando roupas “ousadas” para uma baixinha/peituda, sendo má quando precisar, mas nunca, nunca mesmo, perdendo minha essência.

É um processo e eu sei que vou errar e acertar, mas quero poder me orgulhar de quem estou me tornando. Vou sentir insegurança, vou achar que não vou dar conta, chorar, me desesperar (sim ou com certeza), mas no fim sei que vou me sentir bem por seguir aquilo que acredito ser o melhor pra mim. Pra ser eu mesma, na verdade para descobrir quem sou.

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4 Comments

  1. Mesmo longe, acompanhei parte desse crescimento (eu acho..rs)e pelo tempo que convivemos,fico orgulhosa das suas conquistas. Bj

  2. Adoro os seus textos!! São gostosos de serem lidos… Já escreveu algum livro? Eu leria fácil, com certeza!! Parabéns!!

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