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Lanna.London

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Lanna Schmitz Em algum lugar da faixa dos 30, escorpiana, viajante, carente e eterna mutante.

E enfim o inferno astral está para terminar!

Esse ano eu chego aos 35 e acabo de começar uma nova etapa da vida, reconstruindo do zero, uma nova carreira, um novo país, um novo relacionamento. Tudo novo, de novo, já dizia Moska.

Mas quando eu penso no que aconteceu nesse último ano, nossa, muita coisa! Há um ano atrás eu tinha acabado de decidir vir estudar na Inglaterra, já tinha aplicado para algumas universidades e tinha sido aceita aqui, na DMU e em outras também. Já tinha decidido vir para Leicester e estava aproveitando a oportunidade de reunir os amigos no aniversário para dar a notícia de que eu me mudaria quase um ano depois. Planos para coisas acontecerem em 9, 10 meses, em geral são vistos com descrédito. Eu entendo, muita coisa muda em 10 meses. Não que meus amigos tenham me desacreditado, de jeito nenhum. Mas eu entendo que algumas pessoas tenham tido essa sensação quando eu falei sobre a mudança as primeiras vezes.

Eu segui meu ano buscando viver mais intensamente minha vida no Rio de Janeiro, indo para praia toda semana (ou quase toda), jogando meu beach tennis, malhando 6 a 7 dias por semana, fazendo Acroyoga, com treinamentos na praia também, ficando agarrada com a Blair (minha cadela) , levando-a para o parque, para a praia (ssshhhh!!! Não conta pra ninguém, porque eu sei que não pode), para o shopping, visitando amigos, tomando cafés com pessoas queridas e aos poucos me desfazendo das coisas materiais.

Desapego acho que foi a palavra chave do meu ano.

Foi bem difícil me afastar do conhecido, das ruas que eu sei andar, da minha Blair, da família, amigos, de ouvir a língua mãe nas ruas, e das coisas também, porque eu me apego e lembro de cada item do meu guarda-roupa e da minha casa, de quando comprei ou de quem ganhei…

Aquele empoderamento que a gente acha que está super vivo dentro de nós, simplesmente desaparece diante do desconhecido. Tudo parece estranho e a insegurança toma conta muitas vezes.

Mas mudar faz parte da vida e temos que reconhecer quando é necessário nos recriarmos.

Chegando aqui, as primeiras semanas de estranheza, coisas acontecendo, pessoas novas, mil línguas em volta, um clima que nem está tão diferente, mas que muda muito nossa forma de vestir, então até isso nos tira da zona de conforto.

Acredito que o próximo ano, que começa nesse sábado, será um ano de reconquistas.

Porque aqueles que amo continuam fazendo parte da minha vida, mas agora com adições que vêm de outras partes do mundo. Aqui fiz amigos da Inglaterra, Finlândia, Polônia, Lithuania…

Posso dizer que aprendi que o sacrifício do despego nos mostra as coisas que são de verdade, as relações que são realmente duradouras, os amigos que realmente são importantes, as coisas que fazem diferença nas nossas vidas. E aí a vida recompensa e traz adições. E posso dizer que minha vida hoje está muito mais rica em amores e valores do que jamais foi.

Que venha meu próximo ano astral!

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