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setembro 2014

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Uma questão de identidade

O texto a seguir é um relato pessoal. Não tenho intenção/pretensão alguma de levantar bandeiras.

Sim, eu tenho opinião formada sobre o assunto, mas eu aprendi que na vida cada um precisa ser feliz do jeito que achar melhor (desde que não prejudique ninguém. Não sendo escroto é uma boa também).

 

Faz um tempo que eu decidi que iria descobrir como era meu cabelo natural. Eu estava feliz com a química que fazia, meu cabelo estava “dentro” do padrão de aceitação exigido pela sociedade. Porém, um dia conclui que estava cansada de todo processo (desde criança uma química/invenção diferente), que queria saber como ele era de verdade, como EU era de verdade! Claro que isso faz parte de um longo processo que venho passando desde que comecei a me conhecer mais e a amadurecer sobre muitos aspectos da minha vida… E também das referências (finalmente!) que eu passei a ver com mais frequência.

 

Não esta sendo fácil! Já quis desistir mil vezes, mas vou seguir até o fim para concluir se vou gostar ou não do que vou ver. Sim, eu posso voltar para as químicas se eu não gostar de fato do resultado. (nota mental: Aceita que dói menos! Hahahaha). 😛

 

Em outubro vou fazer o tal corte radical (aquele que eu morro de medo, mas que já me preparei para o pior…), aquele que eu fiquei enrolando até o último momento.

Desde então tenho usado MUITOS produtos. Dei sorte, pois a maioria deu certo. Alguns eu comprei e outros, como o creme de pentear Só Cachos, eu ganhei para testar da assessoria de imprensa da marca.

Os favoritos do momento são:

 

Shampoo e Condicionador: Tresemmé (Hidratação profunda) – Usei muitos, caros e baratos, e essa dupla foi a melhor para o meu caso. Bateu um desespero usar shampoo com o cabelo natural e sentir ele embolando. Quando fui usar o Tresemmé e notei que ele não dava esse efeito respirei com alívio! rs

Creme para massagem: Manteiga de Karité – Faz toda a diferença quando eu uso(normalmente duas vezes na semana). Dá para ver claramente o cabelo com mais brilho e mais leve.

Óleo: Extraordinário da Elseve L’oréal – Gente, é milagre? Maravilhoso! Pena que custa caro. Em média R$ 30,00 em um potinho com 100 ml.

Creme de pentear : Só Cachos. Ganhei para testar e aprovei! Não conhecia a marca e apesar de ser bem cremoso e um pouco oleoso, o meu cabelo seco se adaptou muito bem!

 

Ah, já falei aqui sobre como tentar lidar com as críticas. Quer saber: ser livre, mudar de gosto, estilo, opinião… é muito mais legal! É aquilo, né: só vou saber se tentar! 🙂

Shampoos e Cremes

Será que ele existe?

Hoje não trago um conto pra vocês. Trago uma poesia.

Peço desculpas antecipadamente, já que não sou uma poetisa muito talentosa. Mas é que têm sentimentos que só os versos podem derramar.

E se vc já se sentiu sozinho algum dia, vai entender.

Espero que gostem.

Eu queria encontrar alguém

Pra ler ouvindo: San Antonio Fading | Noah Gundersen

Eu queria encontrar alguém
Que, só por curiosidade,
Se aproximasse de mim
Quisesse saber
O livro que estou lendo
E me perguntasse sobre ele
Que me chamasse pra ir ao cinema
Pra saber que tipo de filme eu gosto
Se choro vendo um drama
Uma comédia romântica
O quanto me divirto
Com as ficções científicas
Que depois do cinema
Me levasse pra Mureta da Urca
Dividindo comigo
Uma vontade velada
De trocar o primeiro beijo
Eu queria encontrar alguém
Que, passada a novidade,
Escolhesse continuar
E ainda quisesse saber
Minha cor preferida
Minha música favorita
Em qual hora do dia
Fico mais vulnerável
Eu queria encontrar alguém
Que quisesse compartilhar
Suas nuances
Seus desejos
Seus segredos
Que visse poesia na vida
E nessa poesia
Encontrasse em mim
Alguns versos perdidos
Eu queria encontrar alguém
Sem medo de se entregar
Que não visse uma ameaça
Em cada demonstração de carinho
Que não fizesse de suas cicatrizes
Uma desculpa
Que decidisse curtir a vida
Ao lado de uma mulher
De quem realmente goste
Não com várias
Uma noite por dia
Que não visse nessa decisão
Uma prisão
Mas uma liberdade de escolha
Que poucos têm
Coragem pra tomar
Eu queria encontrar alguém
Que me deixasse chegar perto
E não dissesse
“O problema não é você”
“Preciso de tempo”
“Você seria perfeita”
“Em outro momento”
Porque o outro momento
É só uma ideia
Eu queria encontrar alguém
Que me fizesse acreditar que é possível
Que preferisse
Apostar na incerteza do futuro
A permanecer agarrado
A segurança do presente
Eu queria muito encontrar alguém
Que estivesse cansado
Cansado de pessoas vazias
E sentimentos rasos
De diversões passageiras
E da busca infinita
Por uma felicidade mágica
Sem sofrimento
E, para que assim seja,
Sem entrega
E sem entrega
Sem vínculos
E sem vínculos
Sem paixão
E sem paixão
Sem amor

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ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

 

Valeu, foi bom, Adeus!

Na verdade a sensação é de até breve. Os dias que passamos em Salvador foram muito felizes. Tenho certeza de que vamos voltar para aproveitar ainda mais (olha minha idéia fixa de passar o Carnaval por la rsrsrs).

Nossos “últimos” dias de passeios não decepcionaram! A primeira parada foi a Ilha de Itaparica (a entrada é por Mar Grande). Pausa para meu momento de emoção ao ver casinhas antigas e coloridas. Gente, quanta imagem linda para um só lugar.

 

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Paramos no bar que João Ubaldo Ribeiro ficava, ouvimos histórias sobre ele e vimos sua casa de veraneio, que está em obras.

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Saindo da ilha, passamos para conhecer o famoso Dique do Tororó que fica próximo ao estádio da Fonte Nova (achei o estádio lindo). Uma pena que já era noite e as fotos do Dique não ficaram boas. Amamos ver as esculturas de orixás flutuando no espelho d’água.

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No dia seguinte fechamos com a Praia do Forte e com o lindo Projeto Tamar, que foi criado em 1980. O projeto, reconhecido internacionalmente, é uma das mais bem sucedidas experiências de conservação da vida marinha. Muito amor pelas tartarugas!

Já podemos voltar? <3

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Primeira vez

Uma das sensações de que mais gosto é a que antecede um primeiro encontro. O friozinho na barriga, as palpitações do coração, a expectativa.

E toda a ansiedade de ficar a sós com aquela pessoa que você conheceu numa festa, num café, numa viagem ou no trabalho. Será que ele é legal? Será que gosta de Guns? Será que o papo vai render?

Mas o que eu mais gosto é que um primeiro encontro é sempre uma folha em branco. Milhões de possibilidades podem surgir e, o melhor, você não precisa se preocupar com nenhuma delas.

O conto de hoje é sobre as delícias – e angústias – do “a gente vai sair pela primeira vez hoje”.

Primeiro encontro

Se arrumou. Sorria olhando para sua imagem no espelho. Não costumava se achar bonita, mas achou que, talvez, as possibilidades tivessem deixado tudo mais harmonioso em seu rosto.

O cabelo estava daquele jeito meio bagunçado, que raríssimas vezes ela acertava. A maquiagem era leve, porque não queria parecer muito ansiosa. O vestido era simples, mas bonito. Curto, mas não muito.

Procurou aquele nervosismo que sempre experimentou nos poucos “primeiros encontros” que tivera, mas não o encontrou. Sentia-se estranhamente segura.

Encarando sua imagem, pensou que pela primeira vez não se importava com o final da história. Pela primeira vez, ela só queria ser.

E sentiu na boca o gosto de uma sensação desconhecida até então: coragem.

Não havia medo temperado de reservas. Só a vontade de deixá-lo se aproximar o quanto ele quisesse. E de se aproximar o quanto ele permitisse.

Naquele breve momento na frente do espelho, ela sentia que tudo era possível.

Quando saiu do quarto, rumo ao primeiro encontro, ainda sorria. E quem observasse com um pouco mais de atenção, veria que seus olhos dançavam.

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ju1.jpg Juliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Conversa entre corpos

Drummond já dizia:

“O que se passa na cama

é segredo de quem ama”

Às vezes, por ser segredo, por ser tão bom, por deixar ser, torna-se onírico.

É como Drummond mesmo completava:

“O corpo, encontrando o corpo
e por ele navegando,
atinge a paz de outro horto,
noutro mundo: paz de morto,
nirvana (…)”.

O conto de hoje é sobre os momentos raros em que atingimos a eternidade e chegamos tão perto do Universo que quase podemos tocar as estrelas.

Nirvana

Pra ler ouvindo: Breathe | Pink Floyd

Ele baixou a luz do único abajur que iluminava a sala, deixando o ambiente soturno. Ela dançou sozinha, na frente dele. Fechou os olhos e deixou a melodia arrastada entrar pelo seu corpo. Embalar suas pernas e braços, ainda cobertos com o vestido de tecido fino.

Luz e sombra.

Dançavam com ela. Dentro e fora. Uma só matéria.

O tempo sumia a cada nova frase da canção que tocava ao fundo. Baixa, sexy, irresistível.

Sentia-se eterna.

As mãos dele, por trás, começaram a desamarrar o laço que prendia o vestido ao seu corpo e nem assim ela voltou a sentir-se terrena. Uma onda subiu sua espinha enquanto o vestido escorria até o chão. Seus corpos se uniram. Costas e tórax. De um lado pro outro.

E a música.

“Breathe, breathe in the air… Don’t be afraid to care”

Ele colocou as mãos em seus seios nus. E ela ofereceu o pescoço para que ele beijasse.

Abriu os olhos e viu estrelas no teto branco. O Universo tornava-se possível, do tamanho exato do que tomara minutos antes.

Desceu a mão dele em direção a sua cintura e deixou que ele descobrisse o resto do caminho.

“Run, rabbit, run… Dig that hole, forget the sun”

Viu flores azuis nascerem sob seus pés e pontos de luz vermelha flutuar por todo o ambiente. Virou-se para ele. Sorriram entre espasmos de prazer e sensuais acordes de guitarra.

“For long you live and high you fly… But only if you ride the tide”

Abraçaram-se nus. Bocas exploradoras, mãos desbravadoras.

Por

cada

canto

de seus corpos.

“And balanced on the biggest wave… You race towards an early grave “

Poderiam morrer. Poderiam deixar de existir bem naquele segundo.

O Nirvana eram eles. Aquela sala.

E a música.

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ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Três lugares e um look (Salvador parte 2)

Sempre que viajo meu pique (que já é enorme) aumenta ainda mais. Se alguém me pede para levantar às 6h, eu levanto feliz. rs… Em Salvador não foi diferente. Eu acordava cedo todo dia para aproveitar tudo que podia.

E no nosso segundo dia na cidade fomos para o Pelourinho. Clichê, mas impossível não passar por . Suas igrejas, ladeiras, restaurantes me deixaram com gostinho de quero mais. Depois passamos pela Castro Alves, famosa por ser a rua dos trios elétricos no Carnaval.

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Em seguida, conhecemos o Solar do Unhão. Engraçado que eu nunca tinha ouvido falar do lugar. Lindo, lindo e lindo! Daqueles lugares para voltar sempre. Por encontramos o Museu de Arte Moderna da Bahia, paisagens lindas e um restaurante perfeito.

Solar do Unhão

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Solar do Unhão

Solar do Unhão

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Fechamos o dia no Farol da Barra. Vou ali suspirar mais um pouquinho…

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Farol da Barra

Blusa: Aquamar (fruto do bazar das amigas) l Bermuda: ACR|Tênis: All Star| Anel: H&M| Pulseiras: Feira do Lavradio| Óculos: Rayban |Faixa do cabelo: Feira do Lavradio

Você já disse eu te amo?

Quando eu era adolescente, dançava sempre sozinha nas festinhas da galera. A música lenta começava a tocar, os casais se formavam e eu, a menina de cabelos cacheados, vestindo seu melhor vestido e usando pouca maquiagem, sempre encontrava um canto escondido pra dançar, discretamente, de um lado pro outro. Sonhava.

Com um par que no momento em que a música suspirasse sussurraria em meu ouvido “Eu te amo”.

Você saberia descrever a primeira vez em que ouviu “Eu te amo”? Saberia contar como se sentiu?

Compartilha comigo.

Vou contar uma história pra vocês.

Eu te amo

Pra ler ouvindo: Brighter than sunshine | Aqualung

Eu lembro daquele dia. Sorri e coloquei o cabelo atrás da orelha. Você nem sabia, mas aquele gesto – colocar uma mecha inconveniente atrás da orelha, baixar o olhar e sorrir – era um sinal grandioso.

Depois que nos conhecemos, nunca mais consegui ler uma página de um livro inteira. Não sem, no meio de uma frase ou outra, me pegar divagando sobre você e o nosso último encontro.

Depois de você, as poesias se transformaram. Passei a entendê-las com um coração preenchido, não somente com uma alma sonhadora.

Quando cantei pra você aquela música que sempre me fazia pensar em nós dois, me senti como uma menina de novo, na frente da escola inteira, tendo que recitar um poema de cor.

E você sorriu.

Eu não tinha terminado de cantar. Não tinha nem chegado ao refrão.

E você sorriu.

Eu achava que sabia descrever todos os sentimentos. Naquele dia, soube que não.

Até que teve aquela noite.

A gente deitado, um de frente pro outro, tendo como luz apenas um raio de luar e como roupa apenas o lençol.

Estávamos calados há um tempo. Eu mexia displicentemente no seu cabelo, enquanto você me olhava com firmeza nos olhos.

E, então, você disse.

Três palavras.

Dois segundos.

Uma vida esperando por aquele momento.

Sabe felicidade?

Eu não sabia até ali.

Quando respondi, nós sorrimos juntos e nos abraçamos. Lembra?

Claro que sim.

Afinal, é como diz a nossa música, aquela que eu cantei pra você: “I’m yours and suddenly you’re mine. And It’s brighter than sunshine”.

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ju1.jpg Juliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

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