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agosto 2014

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Um novo amor e minhas férias em Salvador

Quem nunca disse a frase: tenho que passar um carnaval em Salvador? rs Eu já disse muitas vezes, mas nunca rolou. Sempre que quero implicar com o marido (que diz que não tem mais saco para tal ideia) digo que vou sem ele! Se depender da minha mãe e da minha cunhada um dia vai rolar!

Enquanto esse momento não chega fui passar uma semana de férias por lá. Amei! <3

No primeiro dia de passeios coloquei minha saia que não sai do corpo + camiseta cinza + meu mais novo amor: alpargatas (da Renner). Gente, juro que nunca na vida me imaginei usando algo assim, mas ao ver a estampa e conforto que elas proporcionam… gamei!

Sabe aqueles achados que você usa com medo de gastar? É isso! Hahaha

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Salvador me encantou. Amei cada pedacinho que visitamos. No primeiro dia eu conheci a Igreja do Bonfim. Foi emocionante ver aquelas fitinhas voando com tantos pedidos e desejos. Fiquei imaginando a fé de cada um que amarrou aquelas fitinhas por lá.

A igreja é um encanto e foi muito bom poder rezar e agradecer por tudo.

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Depois foi a vez de um bairro chamado Ribeira. Uma praia onde encontramos uma sorveteria de 1931 e onde provamos pititinga (um peixinho frito maravilhosoooo. Acho que por aqui chamamos de manjubinha) acompanhado de uma cervejinha. 🙂

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No final do dia fui conhecer o Mercado Modelo e depois subimos para a cobertura do local para um restaurante chamado Maria de São Pedro. A vista de lá era simplesmente deslumbrante. O pôr do sol diante da Baía de Todos os Santos foi para gravar na memória e agradecer a Deus por tudo! #Inesquecível

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Camiseta: H&M l Saia: Aquamar| Alpargatas: Renner| Anel: Saara| Pulseira: C&A| Cordão: C&A| Óculos: Rayban |

A gente se vê por aí

Algumas histórias de amor simplesmente não vão acontecer.

Outras precisam de um tempo para serem escritas.

Mas todas só se realizam quando dois corações estão livres.

Com que frequência duas almas dispostas se encontram?

A gente se vê por aí

Você precisa parar de tentar.

Eu não vou preencher o vazio que ficou aí. Esse pedaço que te arrancaram e que você está desesperado pra recuperar.

Não, eu não sou terapia nem cura pra sua dor.

Enquanto você achar que o alívio pra a sua solidão está em ter alguém no sábado à noite e do lado direito da cama, a ferida não vai cicatrizar.

Não sou remédio pra tornar sua melancolia crônica em intermitente. Nem pra ser o apoio imaginário da insegurança que ficou depois que ela partiu.

Enquanto você estiver procurando em mim o que via nela, não vamos conseguir nos entender e nossa história não vai começar.

Não, não se agarre a mim com essa esperança, que não é a de ser feliz comigo, mas a de ser feliz de novo.

Enquanto você acreditar que a felicidade a dois é a solução para a saudade que sente dela, vai continuar dormindo sozinho e mergulhando em piscinas rasas.

Não quero ser tudo de que você precisa. Quero ser uma escolha, não uma salvação.

Um dia, quando você descobrir que sua busca é por você mesmo, aí, quem sabe?,podemos tentar de novo. Quando você entender que estar bem consigo é fundamental para estar bem com o outro… Quem sabe?

Não pense que sou egoísta.

É antes o contrário. Entendo que só você pode trilhar seu caminho e encontrar suas respostas. Minha presença só atrasa seu percurso.

Não, eu não estou desistindo de você.

Só dando um tempo enquanto há tempo. Pra você se entender. Pra eu não me magoar. Pra você descobrir o que realmente quer. Vamos usar o tempo a nosso favor, somos tão jovens, temos tanto o que viver.

Não vamos fazer promessas.

A vida se encarrega de juntar o que deve estar junto e de levar embora o que não é pra ficar. No fim da sua busca, quem sabe o que será?

Não, isso não é um adeus.

Quando você descobrir o quão especial você é, quando enxergar no espelho o mesmo cara que eu vejo, se seu coração estiver pronto pra me receber – se ele ainda quiser me receber – podemos começar de novo.

Não, certamente, não é um adeus.

É só um jeito de dizer a gente se vê por aí; a gente se esbarra.

Eu sempre terei um sorriso para você.

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ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Ame-se

“Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada”, já dizia, sabiamente, Gal Costa.

O conto de hoje é sobre o amor mais importante que podemos ter.

Desculpa se eu não lutei por você

Pra ler ouvindo: Baddest Blues | Beth Hart

Desculpa se eu não lutei por você. Provavelmente, você deve achar que sou covarde ou algo assim. Talvez ache que eu não te amava o bastante; que encontrei distrações melhores desde a última vez em que estivemos juntos.

Desculpa se não retornei aquela ligação ou se neguei seu último convite pra sair. Você deve ter achado que não me importava com seus sentimentos ou que eu já tivesse algum encontro naquela noite.

Sinto muito se não pareci entusiasmada quando me ligou para dizer que estava com saudades ou quando mandou aquela mensagem inbox dizendo que adorava as nossas conversas.

Se não disputei a sua atenção com as outras garotas – ou com aquela garota em especial-, peço desculpas também. Você deve pensar que todo o amor que declarei não era suficiente para correr atrás do seu ou que, simplesmente, achei que iria perder a disputa.

Desculpa se pareci displicente em algum momento, se não valorizei seu esforço.

Não foi nada disso, preciso dizer.

Não retornei a sua ligação e neguei seu convite pra sair porque cansei de reagir às suas atitudes impulsivas na hora da carência e receber indiferença quando a vaga na sua alma – e na sua cama – já estava preenchida.

Não pareci entusiasmada com a sua confissão de saudades porque cansei das suas declarações superficiais, querendo afagar meu coração temporariamente para que eu aquecesse seu travesseiro – e seu ego – por meia noite. Se eu não disse “eu também” quando escreveu que adorava nossas conversas inbox foi porque cansei de ser sincera às suas mentiras.

Demorei, eu sei, mas cansei do seu talento pra me levar às nuvens com palavras bonitas e me derrubar delas, no mesmo minuto, com a mensagem visualizada e não respondida.

Quando não disputei a sua atenção com as outras garotas – ou com aquela garota em especial -, pode acreditar, não foi por falta de amor nem por medo de perder a disputa. Foi pelo simples fato de ter entendido que, se eu precisava disputar o seu amor com alguém, é porque ele já não era meu.

Se eu não lutei por você, meu amor, foi porque passei a lutar por mim, finalmente.

Se eu não valorizei seu esforço, ou o que você chama de esforço, saiba que não foi fácil. Nem displicência.

Foi amor-próprio.

sozinha coluna 12 agosto

 

ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Na Vitrine

Sou metida e tenho colaborador do blog morando na Europa! Hahaha

A partir de agora Mateus Lopes vai nos enviar imagens das vitrines dos lugares por onde ele passa. Dá pra gente ficar inspirada e antenada, não dá?

As fotos de hoje são das vitrines de Firenze, na Itália.

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Super trabalhamos com a realidade e já vi quase tudo que anda em alta por lá nas bandas de cá! 🙂

Esteja distraído

Às vezes, eu sei, a espera parece interminável. E você, cansado de dormir e acordar sozinho, se pergunta: quando será minha vez?

Esse ano, um garoto muito especial me disse: é quando a gente para de procurar pelas borboletas que elas pousam suavemente em nossos ombros.

Não esperar é essencial para que finalmente aconteça.

Assim, pego emprestadas as palavras de Clarice: “Não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.”

Esteja distraído. Deixe que as borboletas encontrem o caminho do seu estômago.

Não tenha dúvida, elas encontrarão.

O conto de hoje não é um conto, é uma carta. Espero que gostem.

Querido,

Essa carta nasceu antes de você aparecer.

Nasceu dos sonhos de uma menina romântica, com mãos de poeta e alma de escritora. Nasceu da espera interminável e da resignação de que esse dia jamais chegaria.

Essa carta nasceu das decepções. Dolorosas, cortantes, profundas. Nasceu da tristeza de um não após o outro. Do momento sempre errado, da hora sempre equivocada, de um coração partido em pedaços.

Nasceu antes de eu acreditar que alguém como você apareceria. Do aperto na garganta que sufocava toda esperança. Da solidão que parecia infinita.

Essa carta é para você que me deu uma chance. Que viu em mim o amor que eu poderia dar e o aceitou. É pra você que quis me dar o mesmo amor. Que me escolheu entre tantas opções e acreditou em nós.

Que acreditou em mim. Logo em mim! Que em muitas conversas com amigos e amigas pacientes repetiu incansavelmente que jamais seria amada ou amaria. Que tinha certeza absoluta de que a felicidade de ser correspondido no amor era sorte alheia.

Essa carta é pra dizer que eu, que ainda nem te conheço, sei que posso te amar com todo meu coração. Que posso me doar da maneira mais pura e leal. Que quero ouvir seus planos, dividir os meus e criar novos em conjunto.

É pra dizer que só eu sei como me sinto agora. Diante não de uma possibilidade, mas de uma realidade. Diante do sim, finalmente. Sonhando e vivendo ou vivendo e sonhando… Tanto faz.

Essa carta nasceu quando parei de esperar, enfim. Quando cansei de ilusões e de histórias inventadas. Quando percebi que olhar a sorte dos outros era deixar de ver a minha própria.

E foi aí que você surgiu.

Essa carta, que nasceu uma vida antes de você aparecer, é um desejo. Um desejo de que nós dois sejamos realmente felizes juntos. E que a eternidade seja vivida um dia de cada vez.

Com amor.

ju1.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

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