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julho 2014

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Muito mais que aparência

Outro dia li um post de uma menina que admiro muito (Entre Topetes & Vinis) e ela falava sobre não guardar críticas negativas. Fiquei pensando nisso um tempão e cheguei a uma conclusão: Além de tentar (não é fácil) não guardar as críticas (sobre o que você veste, sobre seu comportamento, sobre sua vida…) dos outros, temos que nos defender também das nossas próprias críticas. E essa, a meu ver, é muito mais cruel.

Tente ser menos perfeccionista, menos exigente… ACREDITE em você e escute mais seu coração. Se você permanece agindo de acordo com sua ética, não vai ter crítica externa e interna que vá te abalar. Tenha certeza que a vida será mais alegre! Estou tentando e, de verdade, estou me tornando uma pessoa melhor, mais leve e feliz.

Sem medo de arriscar! 🙂

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Sobre fazer jogo

Eu tenho um amigo que vive dizendo que mulher tem que saber jogar. Que quando ela mostra interesse de cara, o cara perde logo o dele. Que homem gosta mesmo é de mulher difícil, que demora pra responder as mensagens e não está disponível todo fim de semana.

Será?

Acho que não sou muito boa para discutir sobre isso, já que em assuntos como esse sempre ajo com 1) a emoção 2) a diversão 3) a minha vontade.

O jogo, talvez, dê certo. Who knows? Mas tenho a impressão de que o ato de jogar pode estar bem próximo da frustração.

Quer dizer, o gatinho que você está conversando há uma semana te manda uma mensagem no sábado, chamando pra sair, e você não vai porque é muito em cima da hora. Afinal, você é uma mulher muito interessante com amigos muito legais e, oops!, já tem um super compromisso, certo? #sqn. Aquele sábado é dia de ir para a casa da sua avó e todos os seus amigos estão namorando.

Parabéns pelo seu autocontrole (me ensina aí!). O que você não sabe é que o gatinho acabou saindo e conheceu uma garota tão bacana quanto você, que, oops!, estava livre no dia seguinte, quando ele ligou marcando um encontro.

Acho que usar a razão tem algum valor, já que 1) você se protege 2) age com parcimônia 3) não cria expectativas (aliás, sobre esse terceiro tópico, ainda vamos conversar um dia!). Legal, assim, você mantém uma distância segura e pode dar chances de ir se envolvendo aos poucos.

Claro, cada caso é um caso e cada história tem seu enredo, mas eu sou do time Roxette “listen to your heart”. E pra mim, a razão só deve ser usada em um momento: quando a coisa deixa de ser divertida e passa a machucar.

Usar a racionalidade nesse momento é muito mais difícil, eu sei. Mas o que vale mais: tentar e não conseguir ou não conseguir por não tentar?

Sofrer é um ruim pra caramba. E, sim, quem já passou por isso não quer repetir a dose (eu! eu! eu!), mas ainda acredito no que o Cazuza disse: se doer demais é porque valeu. Se for bom demais é porque valeu.

Se você está jogando porque acha que assim o cara vai te valorizar e escolher ficar com você… Sei não… No fim de todo jogo, alguém sai perdendo. Queira ficar com um cara que prefira seu rosto sem maquiagem, seu corpo sem roupa e seu coração desarmado.

Esqueça o tabuleiro, os manuais, as peças e os dados. Não siga regras. Não jogue.

Se jogue!

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ju.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Saias

Houve um tempo em que saia não entrava no meu armário. Eu simplesmente detestava!

Ainda bem que o tempo passa e a gente muda de ideia. Adoraria encontrar uma longa que ficasse bem em mim, mas a minha altura não permite. Sim, fica esquisito! 🙁

Imagens retiradas do Pinterest (esquerda da Farm)
Imagens retiradas do Pinterest (esquerda da Farm)

Uma das minhas favoritas é essa branca da Aquamar. Perdi as contas de quantas vezes usei (certeza que vou usar muito mais). A verdade é que estamos vivendo um caso de amor. Esse modelo é mais curto e acho que fica bem em mim. O tecido parece renda e é bem delicado.

Credito: Edson Luiz, conhecido como meu marido! rs
Credito: Edson Luiz, conhecido como meu marido! rs

O modelo midi é meu favorito do momento. Acho que deixa o visual elegante e os modelos são incríveis. Gosto desse estilo mais “soltinho” no corpo. É colocar um salto alto e pronto!

Vi que alguns modelos podem ser mais justos. São lindas, mas não para o meu corpo.

Ainda não achei uma para chamar de minha. Alguém com dicas de onde encontrar?

Bom, enquanto não acho vou babando nas saias alheias.

Imagens retiradas do Pinterest
Imagens retiradas do Pinterest
Imagens retiradas do Pinterest
Imagens retiradas do Pinterest
Imagens retiradas do Pinterest
Imagens retiradas do Pinterest

Apenas não te quero mais

“Eu só queria que você soubesse que sempre haverá uma parte sua em mim e que sou grato por isso. Torne você o que se tornar, onde quer que esteja no mundo, envio amor a você. Serei seu amigo até o fim.” – Carta de Theodore (Joaquin Phoenix) a Catherine (Rooney Mara), no filme ELA (Spike Jonze).

O conto de hoje é sobre a dor de deixar de querer sem deixar de amar.

Já passou por isso?

Mar

Pra ler ouvindo: Loneliness | Trilha do filme ELA

O sol bateu nos olhos dele e ele sorriu. O barulho do mar lhe dava a tranquilidade de que tanto precisava, embora só agora, ao ouvir as ondas quebrando na areia, notasse isso.

Podia ver o fantasma dela dançando com ele bem ali, sobre a água. Podia escutar sua risada mais uma vez e encarar olhos que diziam, melhor do que qualquer palavra, eu amo você. Riu quando a largou e uma onda traiçoeira a fez cair.

Sentiu um sopro de tristeza quando viu seu próprio fantasma ajudando-a a se levantar com delicadeza e a guardando em um abraço carinhoso, sob a proteção de um beijo no rosto.

Ondas quebrando em seus pés, vento batendo em seus corpos, pôr do sol colorindo seus cabelos.

Podia sentir.

Mesmo tanto tempo depois.

Podia sentir.

Depois de palavras mais duras do que concreto. Mais devastadoras do que qualquer doença.

Podia sentir.

Sentir que ainda a amava, mesmo sem paixão. Que ainda a queria bem, mesmo quando não a queria por perto. Que sentia saudade dela, de uma outra ela. Que sentia saudade dele, de um antigo ele.

Não pôde, e nem o faria se pudesse, evitar uma lágrima sorrateira que lhe escapou e deixou uma marca redonda na areia, molhando um sorriso no meio do caminho. Porque nem a vontade de chorar lhe arrancava a vontade de sorrir ao ver seus corpos diáfanos e inexistentes ainda abraçados sobre o mar.

Porque naquele breve devaneio, a Solidão saía de seu coração e descansava em algum barco atracado ali por perto. Enquanto contemplava o passado dançando à sua frente, a melancolia tornava-se confortável. O desespero sumia quase por completo. E ele experimentava uma sensação há muito esquecida… Felicidade? Plenitude?

Amor?

Agora era quase noite. Seus fantasmas sumiam lentamente, junto com a luz do sol. O céu escurecia, mudando a matiz de sua alma. A Solidão levantava-se calmamente do barco. Caminhava tranquilamente em sua direção.

Mas, naquele minuto, ele ainda sorria.

Ainda chorava.

Ainda sentia.

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ju.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Top 5 Inspiração

Mudamos de apartamento! Desculpem a demora nos posts, mas anda complicado por aqui sem internet (tudo culpa da Oi! 🙁 ).

Já disse que sou viciada em blogs, revistas e lojas de decoração?! Tudo que eu gosto salvo na minha pasta de inspiração no computador. Algumas vezes a gente muda de ideia, mas é muito bom quando tudo sai do mundo “virtual” e chega para mudar nossa casa e o jeito como a gente olha o lugar que escolheu para morar. 🙂

Top 5:

5 – Nossa coleção de garrafas agradeceu quando eu li uma matéria falando da Mercearia e Bar Antiga: um bar na Cobal, Humaitá, que vende, entre outras coisas, garrafas de cerveja.

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4 – Depois de muitas ideias eu fiquei tão feliz ao encontrar por aqui (Ponto Frio) as cadeiras que eu via em sites gringos.

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3 – Nossa estante, amada/idolatrada, da Tok Stok.

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2 – Mesa de cabeceira que também veio da Tok Stok.

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1 – Pra fechar o top 5, nosso lustre (Oppa). Inspiração de vários sites e que ganhou nosso coração.

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20 segundos

Sabe aquela garota que você está de olho? Aquela que usa saia, all star e escuta Pearl Jam no último volume? Qualquer dia desses, ela vai mudar de cidade e você nunca vai saber qual é sua música preferida porque achou que ela não aceitaria seu convite pra sair.

E o garoto que você vê todo dia no metrô? O que está sempre de fone no ouvido, balançando o pé no ritmo da música e na última semana estava lendo o livro que você ama? Um dia desses, ele muda de caminho e você nunca vai saber o que ele achou da história porque achou que seria estranho sentar ao seu lado e puxar assunto.

“Às vezes, tudo de que precisamos são 20 segundos de uma coragem insana”. Ouvi isso, outro dia, em um filme estilo sessão da tarde. Mas como não concordar?

Quando eu tinha 12 anos, fiquei caidinha pelo menino mais legal da turma. Ele tinha o cabelo espetado, um sorriso incrível e sardas no rosto. Claro, como todo pré-adolescente, ele só tinha olhos para as meninas, digamos, mais desenvolvidas.

Eu era uma criança. Vivia com a cara enfiada em algum livro e ainda brincava de roda com as minhas amigas. Mas, como toda menina daquela idade, eu também era uma verdadeira sonhadora. E tudo o que queria era dar meu primeiro beijo.

Aos 12 anos, então, escrevi minha primeira carta de amor. Eu não me lembro de tudo o que ela dizia. Tampouco do que me fez tomar coragem para entregá-la. Mas entreguei.

20 segundos. Apenas 20 segundos.

Na hora do recreio, com o coração numa mão e a carta na outra, entreguei o papel cuidadosamente dobrado para o menino mais legal da turma. A sensação de estar diante do maior desafio da minha vida foi um dos sentimentos mais assustadores e sublimes que já tive.

É uma pena como a gente pode perder, ao logo do caminho, as qualidades incríveis que se tem quando criança. Essa habilidade de se doar por completo e arriscar sem temer o que pode vir.

Então, não deixe isso acontecer. Não espere o momento certo: ele é sempre agora.

Convide a garota pra ir ao cinema, pergunte ao garoto se ele lamentou a morte do personagem principal. Quem sabe o que pode acontecer?

Você só precisa de 20 segundos.

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ju.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

Então, eu fui embora

Eu vi, uma vez em um filme, uma carta de despedida que dizia: “se me vir diminuindo, é a distância, estou partindo. Não fique triste, não lamente. Eu preciso sumir.”.

Às vezes, desistir é a decisão mais corajosa a se tomar.

O conto de hoje é sobre a grandeza de saber sair de cena.

Do Lado de Fora

Eu queria que você fosse além das flores.

Que fosse até o balanço do quintal, onde eu sentava pra ler, pra esconder as pontas dos dedos na terra e pra pensar na vida.

Eu queria que entrasse em casa. Conhecesse meu quarto, meu armário, meus livros. Que sentasse na cama e tocasse meu violão.

Queria que visse meus cadernos, minhas poesias, minhas orações. Que lesse mais do que as palavras. Que deslizasse pelas entrelinhas, desvendasse o não dito, descobrisse a respiração de cada vírgula.

Eu queria te oferecer um copo de coca-cola, de água, de paixão. E um prato cheio de possibilidades.

Eu queria que tirasse os sapatos. Ficasse descalço. Se sentisse em casa.

Mas você não quis.

Eu quis ir além do seu jardim.

Quis ser convidada pra entrar, passar pela sala de estar, pela cozinha, pelo quarto. Quis conhecer a textura do sofá, as cobertas da sua cama, o conteúdo da sua geladeira. Quis ouvir seus CDs, ler seus textos, usar aquela sua camisa azul surrada pra dormir.

Eu quis fazer um piquenique à luz de velas no chão da sua sala. Passar o domingo vendo sua série preferida, ouvindo aquela banda que você adora.

Quis saber se você arruma a cama depois de acordar, se tem manias antes de dormir, se guarda bonecos de super-heróis na estante do quarto.

Eu quis entrar de mansinho no seu porão. Passar o dedo na poeira e ver o brilho do que tem por debaixo do pó.

Mas nós nunca passamos do portão.

Você não aceitou quando te chamei pra entrar. E nunca houve um convite seu.

De todas as cores à nossa disposição, nos restou a cor do pavimento. Da calçada. Do lado de fora.

No seu mundo não havia espaço para o meu.

Então, eu fiz o que devia fazer.

Fui embora.

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ju.jpgJuliana Borel é aspirante a escritora e poeta. Pra ganhar dinheiro e pagar as contas é jornalista a maior parte da semana. Pra se inspirar gosta de ouvir Guns, trilhas sonoras e esbarrar por aí em pessoas interessantes. Seu blog procurasepoesia.blogspot.com.br é praticamente seu DNA.

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